Rafael Barifouse, repórter de Época NEGÓCIOS, traz aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet e suas repercussões na blogosfera.

 
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Apple vs. Universal: 2º round



A loja de músicas virtuais iTunes, da Apple, sofreu um baque no fim do dia de ontem. A NBC Universal notificou a empresa que não renovará seu contrato com o site. O conglomerado de midia responde por nada menos do que 40% do conteúdo do iTunes, segundo o
New York Times. Em uma matéria, o repórter do jornal escreve: "A decisão da NBC Universal dá mais destaque à tensão crescente entre a Apple e outras companhias de mídia, que estão insatisfeitas com a política da Apple de não dar a elas mais controle sobre o preço das músicas e vídeos vendidos no iTunes". O contrato entre as empresas termina em dezembro, quando mais de 1.500 horas de programação da emissora serão retiradas do ar, de acordo com o Apple Insider.

A Apple fez um anúncio hoje sobre o assunto explicando o motivo do problema. Segundo a empresa, a NBC queria receber mais do que o dobro do preço pago pela Apple hoje em dia. O resultado o preço final das músicas e vídeos subiria de US$ 1,99 para US$ 4,99. "Esperamos que eles mudem de idéia", disse Eddy Cue, vice-presidente do iTunes.

A NBC Universal não foi o primeiro braço do conglomerado de mídia a bater de frente com a loja virtual. A gravadora Universal Music fez o mesmo no início do mês, ao excluir o iTunes das lojas em que venderia parte de seu catálogo sem proteção anti-cópia.

No final das contas, tudo se resume a uma briga para ver quem é o mais forte. Enquanto a NBC tem três dos dez conteúdos mais vendidos no site, o iTunes responde por 76% das vendas de músicas digitais e está na terceira posição na venda de música em geral, atrás apenas do Wall Mart e do Best Buy. Nessa queda de braço, a NBC provavelmente perderá, já que o iTunes conta com outras 50 redes de TV. Ao sair de um dos mais populares sites da internet, a NBC perde em visibilidade perante o consumidor.

Agora é esperar até dezembro para ver se a ameaça da Universal surte efeito. Será que vai funcionar?

31/08/2007

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Hoje é sexta-feira...

E como hoje é sexta-feira, chega de assunto sério. Aí vão três vídeos legais para já aliaviar o estresse da semana desde já. O primeiro é uma copilação de vídeos criados pelos usuários do Gmail, do Google, sobre a viagem de um e-mail pelo mundo:



Fonte:
Blog.MacMagazine

Aqui você vê o fora dado pela Microsoft durante uma apresentação do Windows 98, em abril de 1998. O trunfo do programa era o sistema "plug and play", ou seja, o fato do sistema operacional reconhecer automaticamente os teclados, mouses e outros periféricos.



Fonte: Futuro.vc

Por último, o incrível poder do jogo do video-game Wii, da Nintendo, sobre o humor de um bebê. Bom final de semana!



Fonte: Fábio Seixas

31/08/2007

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O novo Ipod?



Um leitor do blog mandou hoje uma possível foto do novo iPod nano, como você pode ver aí acima. A imagem confirma os rumores de que a sexta geração do tocador de mp3 mais hype do mercado virá com uma tela bem maior e sensível ao toque. O seletor de músicas ficaria, portanto, na própria tela e só apareceria quando a pessoa tocasse nela. Inclusive, outra foto que mostrava um iPod nano mais bojudo e com tela sensível ao toque já apareceram na rede e a Apple foi rápida em retirá-las do ar, alimentando a crença de que as novidades sigam mesmo essa linha. A reprodução você vê aí abaixo:



Se as idéias por trás dessas imagens são verdadeiras, só descobriremos quando Steve Jobs subir ao palco com o seu já tradicional uniforme camisa-preta-e-calça-jeans no evento da Apple na próxima quarta-feira.

Enquanto isso, os blogueiros continuam postando ansiosíssimos na tentaiva de antecipar as novidades. Já virou rotina. Basta a Apple confirmar um novo evento que as especulações pipocam na internet. Foi assim em janeiro e o resultado foi o iPhone. Em agosto, foi a vez da nova linha de iMacs. Agora, a expectativa gira em torno do iPod, já que o novo evento será sobre música digital.



Além do iPod com tela sensível ao toque, o
Gizmodo fala sobre a possibilidade de fazer download de músicas do iTunes sem ter de conectar o aparelho ao computador; e sobre a inclusão dos Beattles no catálogo da loja virtual por conta do slogan do evento ("The Beat Goes On", que apareceu no último comunicado à imprensa da gravadora Apple sobre a banda).

O MacDailyNews e o 9to5Mac também acreditam na possibilidade dos downloads sem fio. E o Engadget confirma que a Apple já tem a patente para isso.

O Apple Insider escreve sobre a inclusão do iPod shuffle na linha RED, que reverte parte das vendas para o projeto de caridade criado por Bono, vocalista do U2, Bono pela luta contra disseminação da Aids na África. Olha o possível futuro do shuffle aí:




Enquanto isso, as ações da Apple disparam. Já subiram 5% só ontem. E ainda faltam seis dias para o evento...

E o quê você acha que vem por aí?

30/08/2007

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Sucesso celular

Um grupo de estudantes japoneses de odontologia anônimos conseguiu um feito inédito: terem criado a primeira música a registrar 1 milhão de downloads por celular. O quarteto se chama GReeeeN e está no catálogo da Universal Japan. A música é o terceiro single da banda, que só deve sair do anonimato quando passarem nos exames finais no próximo ano. Aiuta, o título da música, quer dizer "Música de Amor". É pop pra lá do fajuto e não com certeza não tem apelo em terras tupiniquins, mas isso é a minha opinião. Confere ai abaixo e depois me diz o que achou:



Segundo a matéria da Business Week, grande parte desse feito se deve aos bilhões de yens investidos pelas operadoras japonesas para criar uma rede 3G de alta-velocidade para a transmissão de dados. Por lá, pode-se baixar uma música pelo celular em 15 segundos. Aliás, desde 2004 é possível fazer downloads de músicas inteiras pelo telefone. Desde então, criou-se o hábito no país de comprar música digital dessa forma e, hoje, 90% dos downloads de música passa pelos aparelhinhos.

Se somados os ringtones e os ringvideos, a Aiuta já teve mais de três milhões de cópias digitais. Para se ter uma comparação, os seus singles venderam meras 250 mil unidades. Mais uma vez a música digital mostra seu poder diante do CD.

29/08/2007

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A saga do desbloqueio do iPhone

A fila gigantesca no dia do lançamento do iPhone, 29 de junho, já sinalizava que o frenezi em torno do aparelho não pararia ali. Dois meses depois, o telefone do momento ainda está causando rebuliço. Em grande parte, tudo se deve à decisão de restringir por dois anos o seu uso à rede da operadora de telefonia celular AT&T. O iPhone só faz chamadas se for habilitado na operadora, graças ao seu chip, e não funciona fora dos EUA. Resultado: um prato cheio para os hackers de plantão.

Logo após o lançamento, hackers começaram a colaborar entre si para desbloquear o aparelho para que ele funcionasse com qualquer operadora. Em poucos mais de duas semanas, eles já estavam perto do objetivo, como revela Marcelo Nóbrega do
Futuro.vc. O blogueiro fez até uma entrevista com o líder do grupo (é uma fonte segura, já que Nóbrega é jornalista de confiança; leia aqui). Identificado como GJ, ele diz que mais de 400 pessoas em todo o mundo trabalhavam juntas para desbloquear o aparelho. Aliás, foi criado até um movimento "Libertem o iPhone" nos EUA.

No dia 15 de agosto veio a notícia tão esperada: o iPhone havia sido desbloqueado! O processo criado pelo estudante George Holtz, de apenas 17 anos, envolve o uso de um cartão de memória da AT&T e de uma operadora de celular de sua preferência para burlar o bloqueio. As instruções divulgadas na internet você encontra aqui. É simples para os mais antenados em tecnologia, mas complexo para os outros 90% da população mundial. Para a sorte da maioria e azar da Apple, pouco tempo depois o desbloqueio já estava disponível em classificados online por R$ 300.

Uma nova bomba para a Apple veio nove dias depois: os geeks do Endgadget confirmaram um novo método de debloqueio com o uso de apenas um programa, criado pela equipe do do iPhoneSIMfree.com. Foi o que bastou para a novidade estourar. E também para surgir uma terceira forma de desbloquear o aparelho. Claro que ninguém fez isso por nada e já tinham em mente a intenção de vender o programa de desbloqueio pela internet. Ao ver seu contrato de exclusividade descer pelo ralo, ou melhor, pelas mãos dos hackers, AT&T tratou de impedir a bagunça na justiça.

Logo instaurou-se a discussão: é ilegal desbloquear o iPhone? A resposta é não, pois a lei americana, mais precisamente o Digital Millennium Copyright Act (DMCA), permite o desbloqueio de um celular para ligá-lo a uma rede sem fio para uso próprio, mas o que não pode é lucrar com isso. Foi o que Holtz, o primeiro a desbloquear o iPhone: em troca de um aparelho desbloqueado, ganhou dois modelos novos de 8 GB e um carro.

A polêmica está longe de terminar. O site da Business Week publicou hoje uma matéria sobre como a Apple não vai conseguir parar os hackers com ações judiciais. A razão é o próprio DMCA, que não é claro quanto ao desbloqueio e venda de programas para tal fim. "De fato, os hackers parecem ter a lei ao seu lado desta vez", escreve a jornalista Olga Khariff. E o consultor Richard Doherty complementa: "Se a Apple e a AT&T forçarem a barra, podem ter a lei revista contra elas".

Do outro lado dos tribunais, a Apple está sendo processada por um cliente. Ele acusa a empresa de não ter deixado claro o suficiente que se o telefone fosse usado fora dos EUA seria preciso usar um cartão internacional.

O cenário pode piorar mais ainda, já que a Apple já anunciou mais contratos exclusivos para o lançamento do iPhone na Alemanha, na França e no Reino Unido.

No final fas contas, o acordo pode beneficiar as empresas por enquanto. Com a exclusividade sobre o funcionamento do iPhone, a operadora de telefonia ganha novos clientes. Já a Apple tira uma fatia de cerca de 10% desses lucros. Mas as disputas na justiça já estão tirando dinheiro das empresas para tentar manter o esquema firmado entre elas. E olha que ainda nem se falou em como isso pode prejudicar as suas imagem perante o público...

E o que você acha do desbloqueio do iPhone? É justo, já que o consumidor deve ter liberdade de escolher sua própria operadora? Ou as empresas tem o direito de oferecer o serviço como quiserem e compra quem quer?

28/08/2007

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