O Joost é mais uma invenção da dupla Janus Friis e Niklas Zennström. Os finlandeses já criaram o Kazaa, o falecido programa de troca de arquivos, e o Skype, de telefonia pela internet. O Joost tem mais 15 mil programas em mais de 250 canais na programação. Tem desde programas independentes até conteúdo de emissoras tradicionais como Viacom, Warner e MTV. Esta é a saída para evitar o mesmo destino do Kazaa, que por ser um meio de troca ilegal de arquivos de música foi atacado impiedosamente pelas gravadoras na justiça.
Como o Joost é gratuito, Friis e Zeenström pretendem ganhar dinheiro com propaganda, como uma emissora de TV comum. Não que eles precisem, depois de terem vendido o Skype para o eBay por US$ 2,6 bilhões em 2005.
Diferentemente do YouTube, que funciona por estreaming (ou seja, vídeos são disponibilizados por um servidor central com baixa qualidade), o Joost mistura esta tecnologia com outra, a peer to peer, em que usuários trocam arquivos sem precisar de um servidor central. Isso garante mais qualidade, mas é preciso ter banda larga. Mas tem outras vantagens como criar canais personalizados e trocar mensagens instantâneas com outros telespectadores.
Testei o programa no início do ano e já naquela época parecia ser bom e ter bastante potencial. Bisbilhotei o site e a programação está bem mais completa agora. Vou testar de novo e em breve posto sobre isso. Não vai substituir a tv a cabo por enquanto, mas é uma boa alternativa para aqueles momentos não-está-passando-nada-de-bom.
Já vi que tem um canal só para o Happy Three Friends, um desenho de humor negro afiadíssimo (opa! essa é a desculpa perfeita para postar aqui um vídeo deles; veja abaixo), e até um canal brasileiro. Mas, pra aproveitar tudo isso, preciso de um monitor adequado para um computador-TV. O meu não está prestando mais...
Os vídeos dos filmes em cinco segundos já haviam sido retirados do site antes. Voltaram e foram retirados de novo. Podem esperar pelo retorno dos vídeos em breve. A internet é nossa, mesmo que as grandes empresas se recusem a aceitar isso. Por que não aproveitar esses vídeos para criar uma boa propaganda em cima dos seus produtos e serviços? Quando todas elas vão entender que a internet veio para ficar e que lutar contra a disseminação de conteúdo nela é impossível?
O MUNDO É VELOZ Quando o Skype surgiu, abriu-se o horizonte de uma área até então quase inexplorada: a telefonia pela internet. Desde então, ela foi comoditizada. Serviços de mensagens instantâneas do Google e do Yahoo hoje oferecem a mesma coisa também gratuitamente. Com isso, diluiu-se dentre esses serviços o público interessado em falar ao telefone gratuitamente na rede. O mundo - especialmente o dos negócios - se adapta rapidamente à mudanças e ninguém pode descansar nos louros de ter criado um mercado. É preciso trazer novidades para manter o público.
NÚMEROS ENGANAM O número de usuários do Skype cresceu de 95 milhões para 220 milhões entre o início de 2006 e meio de 2007. Em teoria, isso representaria um aumento de 230%. Mas, segundo a consultoria TeleGeography, menos de 20% dos usuários registrados - 44 milhões - usam efetivamente o serviço atualmente contra 30% no início de 2006 - 28,4 milhões. Ou seja, o aumento real do número de usuários é de 155%. É um aumento considerável, mas ao se analisar que a maioria dos usuários não paga nada para usá-lo. Na verdade, se o último trimestre de 2006 com o segundo trimestre de 2007 forem comparados, o número de pagantes caiu. E, em média, os usuários totais do Skype pagam meros 13 centavos por mês.
PROPAGANDA COMO SOLUÇÃO A aposta do Skype era atrair os usuários gratuitos para os serviços premium, o que não aconteceu. Poucos usam o serviço para telefonar para números comuns, por exemplo. Com isso, já se pensa em reestruturar todo o modelo de negócios da empresa e fazer da propaganda a sua principal fonte de receita. O YouTube está experimentando modelos de propaganda em seus vídeos e enfrentando as críticas dos internautas. Espera-se que a rede social Facebook anuncie um novo modelo de propagandas no próximo mês. A gratuidade na internet é utópica. Alguém tem de pagar para que um bom serviço exista, seja o usuário ou o anunciante. E como a aura da gratuidade é uma atração irrerrístivel para o público, o jeito é atrair muta gente com esse mote e cobrar caro por anúncios.
NÃO PROMETA DEMAIS Quando houve a compra, foi anunciado de que haveria entre o Skype, o eBay e o sistema de pagamento online PayPal. Ou seja, a tecnologia de transmissão de voz pela rede do Skype seria integrada a outros serviços. Isso não aconteceu. Criaram-se expectativas de mudanças revolucionárias que nunca chegaram ao mercado. E quanto maior a expectativa, maior a decepção.
AVALIE COM CUIDADO O YouTube foi comprado pelo Google por US$ 1,65 bilhões no ano passado. Especula-se que a Microsoft pretende comprar parte do Facebook em um acordo que avaliaria a empresa em US$ 10 bilhões de usuários. Até agora o YouTube gerou pouquísima receita. E o Facebook ainda tenta achar um modelo de negócios realmente rentável. O mesmo aconteceu com o Skype. Via-se um potencial imenso, mas pouco foi concretizado. Essa parece ser a tônica dos novos negócios da internet. Criam-se modelos revolucionários sem um esquema de negócios sólido por trás, que só vai ser elaborado mais tarde quando o lucro não corresponde ao esperado. O Skype faturou em 2006 cerca de US$ 90 milhões, pouco se comparado aos bilhões ganhos por outras empresas igualmente populares da internet 2.0. A sensação, no final das contas, é de que o eBay pagou demais pelo Skype. Animada com o futuro, a empresa esqueceu o presente; e agora precisa reavaliar seus conceitos.
4 de outubro (quinta-feira): o site Free Burma convoca para um protesto internacional pela rede em apoio ao movimento popular em Mianmá e contra a repressão aos protestos nas ruas do país. Já tem mais de 2.400 adesões.
15 de outubro: o blogueiro australiano Collis Ta'eed está organizando outro protesto pelo site Blog Action Day. Desta vez, a causa será o meio ambiente. Mais de 6,5 mil blogueiros já aderiram. "Escolhemos este tema por ser bem flexível", disse Ta'eed ao blog Tech Biz da Wired. "No próximo ano podemos fazer sobre outro assunto até menos popular".
Ou seja, devemos ver cada vez mais protestos digitais iguais a esses. Afinal de contas, basta fazer um post sobre o assunto. Fácil, fácil. Minha única dúvida é se eles são tão eficientes quanto ir para a rua, parar o trânsitro e gritar para o mundo ouvir. Ainda é algo tão novo que fica difícil medir a sua repercussão. Vamos esperar para ver se o mundo dará ouvidos a estas duas ações. E você, o que acha? Pretende participar?
Apesar da sua supremacia no mundo dos celulares, a fabricante Nokia está promovendo uma campanha publicitária contra o iPhone da Apple segundo o Boing Boing. Em cartazes espalhados por Nova York, um cadeado aberto vem acompanhado das frase: "Os melhores aparelhos não têm limites" e "Telefones deveriam ser abertos para qualquer coisa". É uma crítica direta contra a impossibilidade de instalar programas de terceiros no telefone da Apple e a vinculação do seu uso à operadora AT&T e . Inclusive, a atualização do iPhone lançada há alguns dias pode pode fazer com que os aparelhos desbloqueados para uso com qualquer operadora parem de funcionar.
Ao mesmo tempo, a campanha da Nokia promove os seu telefones N-series, que aceitam programas de terceiros. Mas o blog destaca também que pimenta nos olhos dos outros é refresco: os telefones da Nokia vêm com um programa capaz de vincular o aparelho a apenas uma operadora. Olha o teto de vidro aí.
Não é que a Nokia precise bater de frente com a Apple. A edição de Época NEGÓCIOS deste mês, nas bancas esta semana, traz uma matéria que ilustra bem isso. Nela, o presidente da empresa diz que enquanto foram vendidas 270 mil iPhones em dois dias, a empresa vende isso em seis horas. Nada menos do que 900 milhões de pessoas no mundo têm um aparelho Nokia. Nada mal para uma fabricante finlandesa sem charme, como diz o repórter Alexandre Teixeira na matéria. A Apple é que é boba de dar brechas para críticas como essas...
Olha só a repercussão de uma ação realmente inovadora como essa: o New York Times testou e confirmou que é possível comprar o álbum por um centavo de libra, a moeda britânica, e considerou a iniciativa "o maior experimento da indústria musical na era digital em termos de preço"; o site da PC World o classifica como um com experimento para ver o quão dispostos estão os fãs de abrir mão do download ilegal e pagar o quanto acham que o artista merece; o Futuro.vc considera esse o prego final no caixão da indústria da música que segue os antigos padrões; o Meiobit acredita que isso pode incentivar outras bandas a fazer o mesmo.
Inúmeros sites estão repercutindo a iniciativa da banda e só a visibilidade gerada já compensa ter seguido nesta direção. Mas o melhor mesmo é saber que Ainda bem há pessoas com a mente aberta o suficiente - mesmo entre os famosos e consagrados - para tentar novas abordagens diante da queda das vendas de CDs (20% no ano passado no Brasil) e a explosão dos downloads.
E você, o que achou da novidade? Pagaria quanto para ter um álbum do Radiohead dessa forma?
Não demorou muito para a Microsoft dar sua resposta aos ataques da IBM e do Google contra o seu segundo produto mais lucrativo: o Microsoft Office. Chama-se Office Live Workspace, uma extensão online do pacote de programas de escritório para armazenamento, edição colaborativa e compatilhamento de documentos. A partir de hoje, quem quiser testar a versão beta em inglês do programa pode ir no site da empresa e esperar o convite chegar. Segundo o blog All About Microsoft, o lançamento de fato da versão beta só deve ocorrer daqui a um mês.
O programa (ou é mais correto chamar de serviço?) será gratuito, mas ainda não se sabe se quem tiver mais do que 1000 documentos armazenados online terá de pagar alguma taxa. Será preciso ter login e senha para usar, ou seja, requer um cadastro. Quem não tiver um programa Office instalado poderá mexer nos documentos pelo navegador com uma tecnologia comprada pela empresa há alguns anos chamada Groove.
Não sei quanto a vocês, mas esta tentativa da Microsoft é superficial demais, porque não permite criar os documentos online. Deve-se partir do offline para a internet. Ou seja, ainda ficamos presos aos programas proprietários da empresa. E será muito difícil mudar esta imagem da Microsoft no mercado. Já me inscrevi para testar a versão e quando o fizer postarei minhas opiniões; enquanto isso vocês bem que podiam fazer o mesmo para nós debatermos a utilidade e a funcionalidade do Office Live Workspace. Mas se a sua vontade for se manter o mais distante possível da Microsoft, fique tranquilo...te entendo completamente.