Rafael Barifouse, repórter de Época NEGÓCIOS, traz aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet e suas repercussões na blogosfera.

 
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Evidências de uma vida tecnológica


Imagem: Luiz Agner

Meu amigo é designer e está trabalhando na criação de um site para o livro Cabeça Tubarão com outros dois colegas. A maior parte da comunicação é feita pela internet. Mas não pelos já batidos programas de mensagens instantâneas. O método deles é usar o Google Docs, aplicação online de editoração de documentos, para registrar o que fazem e novas idéias Todos têm a mesma senha e cada um usa uma cor diferente para escrever. Estão quase acabando e se reuniram pouquíssimas vezes. Uma beleza não?

***

Ontem, o novo disco do Radiohead foi lançado pela internet. Hoje, apesar de eu não tê-lo baixado, já está aqui no meu computador, em um CD gravado por um colega. Parece que foi ontem que as novidades da música demoravam meses para chegar no Brasil...

***

Uma amiga de Brasília é a pessoa com quem mais converso hoje em dia e ela está a 900 quilômetros de distância. Nos conhecemos no meio do ano passado aqui em Sampa e depois ela voltou para a capital. Se não fosse pela velha e boa mensagem instantânea, com certeza a gente não manteria contato. Hoje em dia, nos falamoa diariamente. Mas de segunda a sexta e em horários comerciais, porque seria demais ficar no computador no final de semana depois de usá-lo e falar de tecnologia aqui no blog e na revista durante a semana. Todo nerd tem um limite. Esse é o meu.

***

Um aviso: vou viajar na próxima semana a trabalho para São Francisco e Seattle. Por isso, as postagens devem ficar mais irregulares aqui no blog nesse período. Sim, estou indo para a cidade vizinha ao Vale do Silício, onde acessar a internet não deveria ser difícil. Mas é. O tráfego na rede é tão intenso que só dá para usar normalmente de 11h às 14h, horário de almoço. Mesmo nos finais de semana é complicado. Mas pretendo relatar meu encontro com o Bill Gates - aliás, meu e de mais 300 pessoas do auditório - e a visita que farei à Microsoft. Mais novidades na semana que vem. Até lá.

11/10/2007

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Uma IPTV, por favor

O futuro da IPTV, a transmissão de programação de televisão por banda larga, ainda é incerto. Praticamente todas as operadoras de telefonia fixa já estão se preparando para oferecer o serviço no País. Mas a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu que por enquanto isso não é possivel.

O motivo? Segundo a Anatel, o contrato de concessão das concessionárias de telefonia fixa não permite a elas obter concessão ou autorização de serviço de TV a cabo na mesma região em que operam. Mas o que ninguém sabe dizer bem é por que existe esta cláusula nos contratos.

Para quem acha que o assunto não tem importância e que estamos muito bem assim com a TV a cabo, aí vai uma história. Estou brigando com a Net desde setembro, depois que a operadora tirou quatro canais da minha programação. Os canais haviam sido fornecidos normalmente por um ano e meio já que, apesar de não figurarem no meu pacote, a Net não tinha bloqueá-los.

Agora, podem - e o fizeram sem dar qualquer aviso para os clientes ou oferta de alternativas. Só consegui entender a confusão depois de duas ligações de quase uma hora para o atendimento ao consumidor da empresa.

Pedi que desbloqueassem os canais, já que quando o pacote foi ofertado, foi dito que eles figuravam na grade. E um ano e meio de serviço é quase um direito adquirido ao meu ver. Até agora, um mês depois da primeira ligação, não obtive nenhuma resposta.

Como resultado, se eu quiser ver TV a cabo pelo preço que pagava, sou refém da Net. Na minha região, a TVA não opera. Direct TV e Sky têm preços bem mais salgados - por uma programação mais completa e por um sinal de mais qualidade, é verdade, mas que não me interessam. Qual a minha outra opção? Nenhuma. Por quê? Por que não temos IPTV no Brasil ainda.

Se tivéssemos, haveriam outras operadoras no mercado as quais eu poderia recorrer.
A maioria das operadoras de telefonia já tem projetos embrionários em andamento como a Brasil Telecom em Brasíilia e a Oi em Belo Horizonte, uma cidade onde 800 mil domicílios não têm nenhuma cobertura de TV a cabo. Mas estes experimentos ainda se limitam a fornecer vídeo sob demanda, como um pay per view. Mas valem para demarcar território.

O que não entendo é por que não mudar a cláusula do contrato das operadoras de telefonia ou encontrar algum outro meio legal que permita a elas oferecerem o serviço de TV acabo. A cláusula fere a concorrência e até a livre escolha do consumidor. Enquanto isso não acontece, só me resta - infelizmente - a Net. Será por isso que sou tão mal atendido?

10/10/2007

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