Rafael Barifouse, repórter de Época NEGÓCIOS, traz aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet e suas repercussões na blogosfera.

 
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Nem tão "ão" assim

É difícil encontrar um assunto tratado em vários blogs ao mesmo tempo, já que costumam falar de temas específicos e diferentes entre si. Mas o Estadão conseguiu unir a blogosfera em torno de um assunto: a nova campanha do jornal criada pela agência Talent. Ela critica os blogs como fontes de informação ao dizer que eles simplesmente reproduzem conteúdo. Infeliz idéia.

Confira a campanha:



O assunto já vinha sendo repercutido na internet de forma discreta até que estourou quando o
Brainstorm#9 publicou o vídeo da campanha e algumas novas fotos no seu post de quinta-feira passada. Nele, diz que o Estadão vai contra o mercado de jornais, que busca uma integração cada vez maior com o conteúdo produzido pelos seus leitores, categoria na qual se incluem os blogueiros. "A mídia tradicional sempre estará aí, será a líder, mas alguns membros desse segmento ainda terão que aprender a lidar com o novo, pois não tratam-se de "diários virtuais de adolescentes ociosos", mas de uma mudança social mais do que consolidada", diz o blogueiro Cristiano Dias.

Já no sábado passado, o Techbits trazia links para vários blogs que criticavam o jornal. O site fez uma pesquisa no Rec6, um dos agregadores de conteúdo brasileiros a lá Digg. Das 20 chamadas na página principal, 11 tratavam do assunto.O blogueiro Alexandre Fugita diz: "Não culpo o Estadão por morrer de medo dos bloguinhos. Hoje com um blog gasta-se poucos reais ao invés de milhões para ter alcance global. Imprimir está fora de moda".

Hoje, no Futuro.vc, o jornalista Marcélo Nóbrega debate o ponto de vista do comercial ao dizer que existem dois tipos de posts: os com contéudo inédito e os baseados em algo já publicado por outro veículo. "Mas este último, provavelmente, não irá além de uma pequena comunidade de leitores, mantendo-se longe de assustar uma potência da imprensa paulistana e nacional como o Estadão", diz o jornalista, que considera importante esta função de filtro dos blogs diante do excesso de informação da internet. Marcelo ainda traz dois movimentos de grandes jornais contrários ao do Estadão: uma declaração do dono do jornal New York Times, Arthur Sulzberger, na qual ele confessa que o jornalão não é mais o centro de informação da cidade, papel ocupado hoje pelos blogueiros; e o contra-ataque da Folha de São Paulo com uma campanha a favor dos blogs.

O Mundo Tecno vai além e lança uma campanha contra os jornais ao dizer que eles gastam toneladas de papel com notícias ultrapassadas, numa clara referência à agilidade dos blogs para repercutir as notícias. "Não compre jornal! Principalmente se ele for o Estadão!", diz o blog em seu post. O Sim, Viral. também lamenta a campanha ao escrever: "Talvez seja o 1º caso de viralização negativa voluntária de uma marca" O Update or Die faz coro: "Difícil acreditar que um veículo seja tão retrógrado a ponto de produzir uma campanha preconceituosa como essa".

O assunto ainda foi tema de blogs como o do Alexandre Maron, o Navegantes, o Eu Podia Tá Matando, o Oito Passos Para o Conhecimento, o Ca'Bianca, o Miss Skarlya, o Fazedor De Site e o Quero Ter Um Blog.

A repercussão continua e a cada dia surgem novos comentários na rede. Aqui vai mais um. Se a campanha tinha a intenção de criar polêmica (e muitas tem esse objetivo hoje em dia), acertou em cheio, apesar de ter sido um tiro no pé. Se a idéia era tirar o crédito dos blogs, não deu certo. Existe muito conteúdo ruim na internet, mas as pessoas e suas indicações estão aí para isso mesmo: destacar o que é bom e deixar naufragar na irrelevância o que é ruim. Não dá para generalizar. E a campanha se sai ainda pior ao partir de um veículo com um teto de vidro tão fino quando o tema é internet, como destaca o blog Marmota. Ficou a impressão de que apesar do jornal propagandear que é feito para quem pensa Ão, ou seja, tem a cabeça aberta para o mundo, o próprio Estadão não pensa tão Ão assim.

O que você achou da campanha? Concorda que não dá mesmo para confiar nos blogs como fonte de informação ou tudo não passa de um medo da concorrência por parte do jornal?

13/08/2007

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Libertem a música!



A gravadora Universal anunciou hoje a decisão de retirar provisoriamente a proteção anticópias de músicas vendidas na internet, o famoso DRM (Digital Rights Management) - leia a notícia
aqui. O anúncio foi feito quatro meses depois de a sua concorrente EMI fazer o mesmo com parte de seu catálogo on-line. Mas as suas medidas tem algumas diferenças.

A EMI tirou a proteção, mas passou a cobrar mais caro por isso - as faixas sem DRM custam US$0,30 a mais. Por outro lado, a qualidade do som é melhor. Já a Universal não aumentará o preço de suas músicas sem DRM. Enquanto a EMI tem a Apple como parceira na iniciativa - a loja virtual iTunes foi a primeira a oferecer downloads pago da gravadora sem proteção -, a Universal deixou a empresa de fora da jogada. O seu experimento será feito juntamente com o Google, o Wall Mart e a Amazon. A gravadora vai analisar o resultado dessa ação até janeiro, quando avaliará se traz ou não de volta a proteção. A EMI não divulgou um prazo.

A Universal não declarou o motivo de ter deixado de fora o iTunes, a maior loja de músicas on-line do mundo. Achei estranho a Apple não estar na jogada, já que Steve Jobs publicou no site da empresa no início de fevereiro deste ano o manifesto “Reflexões Sobre Música”, em que culpava as gravadores pela manutenção do DRM. A loja de Jobs tem a sua própria proteção, o FairPlay, que limita a cópia para cinco computadores e impede as músicas de serem tocadas a não ser em um iPod. Quando a EMI fez seu anúncio, Jobs disse: “Esse é o próximo grande passo na revolução digital da música, o movimento para a música completamente livre de DRM em circulação".

Fui descobrir o motivo em no blog Downloadsquad. Em junho, a Universal declarou que não pretende renovar seu contrato com a Apple, já que as empresas não conseguem chegar a um acordo quanto ao pagamento de royalties sobre as músicas vendidas no iTunes. Seria uma tentativa da gravadora de dar mais poder à concorrência de Jobs e, assim, pressionar por um acordo sobre a questão. As informações do Downloadsquad vieram de uma reportagem do site do New York Times.

O DRM é um dos assuntos mais polêmicos quando se fala em música digital. A Warner Music, uma das quatro grandes gravadoras do mercado junto com a Universal, a EMI e a Sony-BMG, já declarou que não vê lógica em abandonar a proteção. Mas a insatisfação dos usuários é grande. E não só para quem gosta de ouvir música. O blogueiro Alexandre Fugita, do Techbits, explica em um dos seus posts como DRM está presente no Windows Vista e dos candidatos a sucessores do DVD, os formatos Blue-ray e o HD-DVD. Alexandre também explica que é uma batalha perdida, já que os hackers de plantão estão sempre a postos para quebrar as novas proteções criadas. “A briga de gato e rato da indústria tem se mostrado dispendiosa e ineficaz”, diz ele.

Também não gosto do DRM. Primeiro, porque ele limita o que queremos – e podemos – fazer quando compramos um produto, no caso uma música digital (alguém considerava pirataria copiar fitas cassetes para um amigo?). E também porque o pessoal da internet odeia ser contrariado. Isso ficou claro quando, Philip Rosendale, o dono do agregador de conteúdo Digg.com, retirou do ar posts com o código do DRM usado no Blue-Ray e no HD-DVD. Ele o fez sob ameaça de ser processado, já que o código permitiria a hackers criar formas de burlar a proteção. Revoltados com a imposição, os usuários postaram ainda mais o código, de tal forma que se tornou impossível para o Digg tirar do ar todos os posts que o continha – e também irrelevante, já que o código extrapolou as fronteiras do site de Rosendale e se espalhou por toda a internet. Inclusive, a Wikipédia tem um artigo só sobre o tema, olha só!

O que você acha do DRM? Acha que as experiências das gravadoras darão certo ou são fogo de palha? Ter essa proteção diminui a troca de arquivos considerada ilegal? Aliás, na sua opinião, trocar arquivos pela internet é ilegal?

10/08/2007

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Como nasce uma propaganda digital

Vejam só como nasce uma propaganda criativa e barata para a internet, antenada no que há de mais pop no mundo virtual.

Em 25 de junho de 2005, um garoto chinês postou no YouTube uma brincadeira que gravou com um amigo pela webcam.



Resultado: 5,8 milhões de acessos em diferentes versões. Os garotos se empolgaram e fizeram mais 12 vídeos. Todos os originais e um sem-fim de cópias reunidos tiveram mais de 18 milhões de acessos. Com o poder viral da rede, viraram celebridades!

Em junho de 2006, a Pepsi faz a seguinte propaganda para a Copa do Mundo na Alemanha. Orçamento: 450 milhôes de euros.



Um belo dia, o pessoal da Pepsi teve uma ótima idéia:



Orçamento: duas camisetas e pepsi de graça por um ano. O vídeo já teve mais de 4,8 milhões de acessos em diferentes versões. Uma bela relação custo-benefício, não?!

10/08/2007

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Nós somos a máquina

Hoje fui ao Digital Age 2.0, que reúne até amanhã em São Paulo especialistas para discutir a internet e seus efeitos sobre todos nós (saiba mais
aqui). Apesar do evento ter tomado o meu dia inteiro, a idéia aqui é postar diariamente. Por isso, segue um vídeo produzido pelo departamento de etnografia digital da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos. Já o tinha visto há algum tempo e, hoje no evento, passaram de novo na abertura do Digital Age. É, de certa forma, uma continuação do tema do meu post anterior e resume de uma forma legal e divertida os conceitos da internet 2.0. Vale conferir!



E aí, curtiu?

09/08/2007

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Web 3.0, já?

Mal entramos na web 2.0, expressão cunhada em uma conferência sobre a interatividade da internet em 2004, e já começaram as especulações sobre o próximo passo da internet: a web 3.0.

O último a tratar do assunto publicamente foi o presidente do Google, Eric Schmidt. Ontem, em sua palestra no Fórum Digital de Seul, na Coréia do Sul, Schmidt atendeu a um pedido da platéia para que definisse a internet do futuro. Primeiro, ele ironizou o termo "web 2.0" ao dizer que foi criado por marqueteiros para só depois dar a sua previsão para a web 3.0: “A web 2.0 é baseada na arquitetura de programação Ajax (
saiba mais), mas a web 3.0 terá programas mais leves, rápidos e personalizados que rodarão em qualquer, de PCs a celulares”, disse. “Você não precisará ir à loja comprá-los, porque eles serão distribuídos de forma viral por redes sociais e e-mail”. O vídeo da apresentação você vê aí abaixo:



Em uma entrevista recente com John Battelle, presidente da Federated Media e autor do livro “Search”, perguntei sobre a sua visão do futuro da internet. Battelle, que desde os início dos anos 90 está envolvido com a rede mundial, acredita que navegar na internet será uma experiência completamente diferente, porque “usaremos gestos, voz e até mesmo os olhos”. A entrevista completa você lê aqui.

Em novembro do ano passado, uma matéria do jornal New York Times já destacou os esforços de empresas como IBM e Google para criar uma inteligência artificial para a internet. Na visão dos pesquisadores, a web 3.0 seria capaz de tirar conclusões a partir de seu conteúdo e dar respostas a perguntas como “Qual é a melhor escola para o meu filho?”, ao invés de termos de vasculhar centenas de páginas e comparar as suas informações nós mesmos. Leia aqui a matéria em inglês – basta se cadastrar no site gratuitamente para ter acesso.

Na coluna Inteligência da primeira edição de Época Negócios você encontra um artigo que contextualiza a web 2.0 e complementa as informações da matéria do New York Times.

Na edição deste mês, o assunto é tema da coluna de Don Peppers e Martha Rogers. No artigo, eles imaginam que a web 3.0 privilegiará ainda mais a participação do consumidor na era da informação.

E para você, como será a web 3.0? Ainda estamos distantes destas previsões?

08/08/2007

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Não é um iPhone



A
Apple lançou hoje o novo iMac em uma coletiva de imprensa na sua sede em Cupertino, na Califórnia. Não causou espanto, já que o lançamento já era especulado há tempos por blogueiros-fãs da empresa. E pior: não tem o caráter revolucionário do seu último lançamento, o iPhone, com a sua tela multi-toque. A nova versão da estilosa linha de computadores pessoais chamou a atenção mais por seus ajustes cosméticos do que por seus avanços tecnológicos.

O novo iMac é parecido com a sua última versão, mas vem em alumínio e um monitor resistente a arranhões e com luminosidade especial, assim como o restante da linha Mac. O teclado mais fino vem nas versões com e sem fio. Mas a beleza tem um preço – e salgado: custa entre US$ 1.199 e US$ 1.799.

Com o seu tradicional uniforme “calça jeans e camiseta preta”, Steve Jobs comentou como a linha Mac tinha crescido três vezes mais do que o mercado de computadores pessoais (veja a apresentação aqui). E na hora do anúncio elogiou a própria cria: “Esse é o novo iMac”, disse. “É simplesmente maravilhoso”.

Durante sua apresentação, Jobs foi questionado sobre a aplicação da tecnologia multi-toque (saiba mais) no iMac. O presidente da Apple disse apenas que a empresa ainda está pesquisando se irá usar as telas sensíveis a toque nos seus computadores pessoais. "Faz sentido para o iPhone, mas não sei se faz sentido para o Mac", afirmou.

No evento, também foi lançado iLife08 e o iWork08, os novos pacotes de aplicativos da Apple. Custarão US$79.

Todos os lançamentos de hoje já podem ser encontrados no site da Apple Store.

No Edgadget, você encontra a cobertura em tempo real do lançamento e mais fotos do evento.

Aqui você pode ler a matéria do site da Business Week.

E você, gostou ou se decepcionou com o novo iMac?

07/08/2007

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