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Rafael Barifouse, repórter de Época NEGÓCIOS, traz
aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet
e suas repercussões na blogosfera.
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Polêmica do Estadão chega a superblog americano
A repercussão da nova campanha do Estadão chegou ao blogs americano de maior audiência: o Boing Boing. Seu post traz o título: "Brazilian newspaper's linkbait: Bloggers are monkeys!". O termo linkbait faz referência ao comentário de que tudo não passaria de uma estratégia de dar visibilidade à campanha com o boca-a-boca criado com o polêmico ataque à credibilidade dos blogs.
O post traz ainda um link para o blog Global Voices, de José Murilo Junior. Apesar de ser feito por um brasileiro, o Global Voices é escrito em inglês. Ele traz versão legendada de um dos comerciais e ainda traduz comentários de blogs como Pensar Enlouquece, Brainstorm#9, Tech Letters, Astrogyldo e Código Aberto para mostrar como a coisa foi feia por aqui.
Quando eu pensava que a poeira estava començando a baixar, o Boing Boing me vem com essa e mostra que a sua popularidade reforça inda mais o seu poder. Produzido por quatro jornalistas de Los Angeles, o blog recebe uma média de 300 mil visitas por dia. Ao ser muito visitado, também recebe sugestões de posts de seus leitores, que, assim, colaboram para tornar seu conteúdo ainda mais abrangente e interessante.
Por sinal, o Alessandro Martins, do Quero Ter Um Blog, fez uma entrevista com o João Livi, diretor de criação da Talent, a agência responsável pela campanha. Livi rebate a crítica de que tudo foi uma estratégia e diz que pretende continuar com a idéia central da campanha de divulgar o site do estadão como uma fonte de credibilidade na internet. Lê aqui. |
17/08/2007 |
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Pegos no flagra
Muito se debate sobre a confiabilidade do conteúdo da Wikipedia, a famosa enciclopédia online que tem seus artigos editados pelos próprios internautas. Um site criado por Virgil Griffith, estudante de computação da universidade americana CalTech, joga ainda mais lenha na fogueira. Pelo WikiScanner, é possível saber a fonte das alterações feitas pelo cruzamento do endereços de IP. Teve a idéia a partir da denúncia de que congressistas americanos estavam editando os seus próprios artigos.
Como declarou à revista Wired, Virgil queria identificar os autores das alterações, principalmente aquelas feitas por funcionários de empresas e governos sobre verbetes relacionados as suas atividades. “Ao tirá-los do anonimato, isso ajuda especialistas na verificação da veracidade das edições”, disse.
Griffith baixou todo o conteúdo da enciclopédia, isolou as informações sobre edições anônimas e cruzou-as com os endereços de IP publicados em sites como o ARIN. Esse trabalho monstruoso deu resultados: uma base de dados que relaciona 34,4 milhões de edições aos 2,6 milhões de organizações ou indivíduos.
De fato, o WikiScanner atingiu seu objetivo. Segundo a matéria da revista, uma edição anônima feita em 17 de novembro de 2005 apagou 15 parágrafos de um artigo sobre a Diebold, empresa de máquinas de votação e de vendas de produtos. O trecho fazia críticas à segurança das máquinas da companhia e à contribuição feita por seu presidente à campanha de arrecadação de fundos de Bush. A ferramenta revela que a alteração veio de um computador da própria Diebold.
Mas vale lembrar também que antes do site ser criado, a própria Microsoft foi envolvida em um escândalo semelhante em janeiro. Foi descoberto que a empresa queria contratar um blogueiro para fazer correções técnicas em artigos referemntes a ela na Wikipédia.
Embalado na novidade, o Threat Level, um dos blogs da revista, convocou seus leitores a publicarem lá novos casos na base de dados do Wikiscanner. Wal-Mart, Exxon, Texaco, Disney, Apple e até a rede de notícias Al-Jazeera não escapam dessa caçada às edições.
Ao comentar sobre a nova ferramenta, o blog Futuro.vc destaca a descoberta de o blog americano de direita Little Green Footballs sobre uma alteração feita por um jornalista do New York Times que incluiu a palavra “imbecil” no artigo sobre o presidente Bush. A cruzada do blog americano continua com atualizações diárias com o título de “Wikipedia EditGate”.
Faço coro com Marcelo Nóbrega, do Futuro.vc. A Wikipédia é uma forma inovadora de catalogar informação, mas não pode ser a única fonte de pesquisa. Assim como todo o conteúdo da internet, ele pode ter sido criado por qualquer um e daí surge o seu caráter duvidoso. A grande vantagem é a velocidade com que as informações são incluídas e atualizadas, um crescimento orgânico, por assim dizer. Mas requer bom senso, sempre.
E você, confia ou desconfia da Wikipédia? Vai lá no WikiScanner tentar revelar novas edições mal intencionadas?
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16/08/2007 |
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Separando o joio do trigo
Depois da nova campanha do Estadão ter causado muita discussão entre os blogueiros na internet (para saber mais leia o terceiro post abaixo) , João Livi, diretor de criação da Talent, criadora a campanha, resolveu esclarecer a intenção da agência. Como comentei aqui sobre a confusão, vale postar o ponto de vista de quem deu início a tudo isso. Livi se diz supreso com a reação dos blogueiros, já que esperava uma repercussão completamente oposta a que se deu. "Quantas vezes, você blogueiro já não encontrou seu texto por aí, fora de contexto, faltando partes e sem os créditos?", escreve. "Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer cidadão de bem". Abaixo tem a carta completa:
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AGORA QUE VOCÊ JÁ LEU A VERSÃO DO GENERAL CUSTER, LEIA A DOS ÍNDIOS.
Nos ultimos dias, vimos reverberar na blogosfera ataques e defesas à nova campanha do Estadão, feita pela Talent. Tudo começou nos blogs de publicidade e nos pegou totalmente de surpresa, principalmente por que o subtexto que foi espalhado por aí, de que o Estadão é contra os Blogs, não foi colocado em nenhuma das peças da campanha. Isso seria extremamente incoerente, já que o Estadão sabe que os blogs não só fazem parte da sociedade como do próprio Grupo Estado. Sendo assim, vamos analisar a questão mais de perto pra saber se houve alguma falha na comunicação da campanha.
Os filmes começam com uma vinheta , World Wierd Web, que já identificam o propósito de fazer humor com a parte estranha, sem noção, da web. No filme em que o rapaz lê o blog de economia do Bruno, o cientista diz que o macaquinho já está copiando e colando textos pela web. É impressionante, mas a reação que esperávamos dos blogueiros é exatamente contrária ao que aconteceu. Quantas vezes, você blogueiro já não encontrou seu texto por aí, fora de contexto, faltando partes e sem os créditos? No outro filme da campanha, dois ruivos colocam informações mentirosas na internet pra sair ganhando alguma coisa. As meninas que são enganadas pelo hoax nunca falam que encontraram essas informações num blog e, do outro lado, um dos ruivos diz apenas "pronto, tá na net". Nesse caso, nada de blogs. Na mídia impressa acontece algo parecido, apenas um do três anúncios diz abertamente "Blog", os outros dois usam os termos "página" e "site".
Desta forma , nós posicionamos o estadao.com em linha com a proposta de credibilidade, conteúdo de qualidade e compromisso do Grupo Estado. Os sites, blogs, veículos e pessoas que frequentam o lado “luz” da internet , obviamente, não devem se sentir atingidos por uma crítica ao lado “escuro” do ambiente virtual, da mesma forma que um bom jogador de futebol não deve se sentir desvalorizado por ter um colega perna-de-pau ou quebrador de joelhos. Ou será que os publicitários que primeiro criticaram nosso trabalho consideraram uma campanha difamatória aos publicitários o fato de um dono de agência ganhar as manchetes por servir de intermediário na distribuição de fortunas em verbas públicas?
Alguém em sã consciência pode defender incondicionalmente todo o conteúdo da internet , com seus hoaxes , pegadinhas, pornografias, ideologias escondidas, baixarias, falsos gurus, falsários, tomadores de dinheiro e tempo, Maranhão do Sul na wikipedia, alterações da história e interesses privados disfarçados de clamor do internauta?
No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram a uma inconteste conclusão: a de que a internet, como as regiões de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível, inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como uma rua escura e sem policiamento: vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos sempre promover o estadão.com como parte da primeira metade.
Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer cidadão de bem.
João Livi Diretor de Criação- Talent joaolivi@talent.com.br
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Concordo com o Rafael Ziggy, do Sim,Viral. A intenção podia ser uma, mas o resultado foi outro. E vou além em relação à resposta de Livi. A internet já está dividida em duas, a de qualidade e a duvidosa. Mas ainda falta às pessoas discernimento para saber qual é qual. Isso só vem com o tempo, com o hábito de navegar.
O que você achou da resposta da Talent? Justificou a campanha? |
16/08/2007 |
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Preto é o novo verde - ou não

Desde janeiro circulam pela internet versões da interface da página principal do Google em preto ao invés de branco. Tudo começou quando Mark Ontkush, auto-proclamado evagelizador da computação verde, escreveu em seu blog sobre web design ecologicamente correto. O blogueiro afirmava: se um site popular como o Google mudasse o fundo de sua página para preto, poderia ser gerada uma economia de centenas de megawatts por hora ao ano.
Marck alegava que os monitores gastam mais energia ao mostrar uma tela branca. Web designers responderam prontamente à idéia de Mark e criaram versões do Google em preto, como os sites Blackle e BlackWebSearch, o plug-in Google Dark, que ao ser instalado escurece a página do mecanismo de busca. O visual é diferente, mas os resultados vem da base de dados do Google - eu testei.
Até agosto o Google não tinha se manifestado sobre o assunto. Esse silêncio foi rompido em 9 de agosto por Bill Weihl, executivo da empresa encarregado da área de energia sustentável, como publicou hoje em seu site a revista Business Week. No blog oficial da empresa, ele escreveu que os monitores de tela plana, o tipo mais comum nos EUA, não gastam menos energia com a tela preta. "Adoramos o espírito por trás da idéia, mas nossas análises e aquelas feitas por outras pessoas mostram que ela não gera economia de energia", postou.
Ele fazia referência a um teste feito por um estudante australiano que comparou o consumo de energia do Blackle e do Google em 27 monitores. Os resultados foram publicados no dia 8 no site Techlogg. Nos monitores comuns (mais robustos), o Blackle economizou 10.8 watts/hora, cerca de 14% do gasto total com a tela branca. Mas nos monitores de LCD, gastou a mesma ou mais energia. A diferença está na tecnologia usada para gerar as imagens.
Se você usa um monitor comum, a tela preta do Google é uma opção para economizar energia. Mas, se não, há outras formas. A Agência de Proteção Ambiental americana dá algumas dicas:
Menos luminosidade: diminuir a intensidade do brilho da sua tela pode reduzir em até 50% o consumo de energia. De quebra, você evita problemas na vista.
Fora da tomada: não deixe o computador em espera, mesmo que você tenha desligado o monitor. Nestas situações, o computador gasta 7 watts/hora.
Modem: desligue-o quando terminar de usar a internet. Economiza 8,5 watts/hora.
Na loja: não compre por impulso. Procure computadores e monitores que gastam menos energia.
Confesso: costumo deixar meu computador em modo de espera e apenas desligar o monitor, mas vou evitar, pelo bem do planeta e da minha conta de luz. Quanto à tela preta para o Google, terei de me acostumar. Já é marca registrada aquela tela branca.
E você, acha que mudar para a tela ajuda? Alguém já mudou? |
15/08/2007 |
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De Wiirada?

O Xbox (esq.) ainda está na dianteira, mas até quando resistirá à investida do Wii (dir.)?
O Wii, videogame sensação da Nintendo, está quase alcançando o Xbox, da Microsft, no total de vendas no mundo. O blog Gizmodo postou a notícia com base em dados do VG Charts, empresa que analisa o mercado global de games. Desde seus lançamentos, o Wii já teve 10,1 milhões de unidades vendidas e o Xbox, 10,32 milhões. O impressioante é que o Xbox chegou ao mercado um ano antes do Wii. A Nintendo ainda se destaca por ter o game portátil mais vendido do marcedo, o DS, com 46,9 mlhões de unidades.
A razão disso é estratégia adotada pela Nintendo. Em vez de seguir na trilha da Sony, fabricante do PlayStation 3, e da Microsft, e fazer videogames cada vez mais poderosos, a multinacional japonesa criou um console com apelo voltado para jogadores iniciantes (saiba mais). Com as ótimas vendas do Wii, o mais barato de sua geração, e do DS, a projeção de lucro da empresa subiu em mais de 40% este ano segundo o Gadgetopia.
Enquanto a Nintendo comemora, a Sony já abaixou em US$ 100 o preço do PlayStation 3, que é o mais caro do mercado. Ele foi lançado junto com o Wii e vendeu apenas 4,1 milhões de unidades até agora. A Microsoft tem outro tipo de problema: o Xbox quebra muito. A empresa reservou US$ 1,1 bilhão para custear os reparos ou substituições previstas para um terço dos aparelhos vendidos até agora, segundo uma matéria do New York Times. Mas a reportagem também revela que a companhia tem um trunfo: a exclusividade sobre a grife Halo, um dos jogos mais populares da história. Nele, os jogadores são soldados futurísticos que combatem alienígenas. A sua terceira versão chegará ás lojas só em 25 de setembro, mas já quebrou o recorde de encomendas pré-venda da indústria, com um milhão já com compra garantida.
Mas nem tudo é cor-de-rosa para a Nintendo. A empresa está em crise dentro de casa. Os japoneses parecem ter perdido o encanto com o Wii. A Media Create, que analisa o mercado japonês, divulgou uma queda de 50% nas vendas do videogame no último mês, apesar de o Wii ter desde o seu lançamento uma novidade atrás da outra. É um dado crítico, pois foi de lá que vieram um terço das vendas do Wii até agora.
Fica a dúvida, portanto: será que vamos mesmo presenciar uma wiirada no mercado de videogames? Ou a queda de vendas do console da Nintendo no Japão já indica que ele não é imbatível como parecia até pouco tempo?
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14/08/2007 |
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