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Rafael Barifouse, repórter de Época NEGÓCIOS, traz
aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet
e suas repercussões na blogosfera.
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O que o acordo da Microsoft com o Facebook nos diz?
Depois de dois meses de muita especulação, a Microsoft confirmou os boatos e comprou 1,6% do site Facebook por US$260 milhões. A negociação amplia ainda mais o poder da empresa de Bill Gates sobre os anúncios vistos na rede social. Além de gerenciar os anunciantes nos EUA, a Microsoft fará o mesmo com aqueles fora do país. A compra das ações faz parte da estratégia anunciada pelo presidente da empresa Steven Ballmer de fazer com que 25% da receita da empresa venha da área de propaganda dentro de quatro a dez anos.
Na ultima conferência Web 2.0, nos EUA, Ballmer explicou como pretende chegar lá. Primeiro, pretende ter um serviço de busca popular para os anúncios. A reformulação do Live Seach, o mecanismo da Microsoft, cumpre esta etapa. No mês passado, ele ganhou um aspecto mais simples e novas tecnologias para gerar resultados mais relevantes.
Mas ainda há uma longa estrada para percorrer. Segundo os índices de audiência da comScore, a Microsoft é apenas a quarta nas buscas realizadas na internet com 3,4%. Perde para o Google (60%), Yahoo (14,2%) e o portal chinês Baidu (5,2%). Mas a empresa tenta compensar essa deficiência com a compra de empresas que têm mecanismos de buscas mais especializadas, um mercado no qual o Google ainda não é supremo.
Em segundo lugar, a empresa precisa aprimorar os meios dados a anunciantes e donos de site para criar e publicar anúncios. A Microsoft espera ter isso em mãos com a compra em maio da superempresa de publicidade online aQuantive por US$6 bilhões. Esse valor dá uma dimensão do empenho da empresa em se tornar relevante na área, já que esta foi a maior aquisição de toda a sua história.
Por último, é preciso criar uma comunidade fiel em torno dos anúncios exibidos. É aí que entra o Facebook, com seus 49 milhões de membros - um número que já deve ser ainda maior no momento em que escrevo este post com a popularidade da rede social nos últimos tempos.
Com estas medidas, a Microsoft está tentando correr atrás do prejuízo causado pela sua entrada tardia no mercado de propaganda online, o que deixou o Google liderar. Não vai ser fácil. A ambição da empresa é ter em uma década uma receita de US$15 bilhões gerada por anúncios digitais. Isso é mais do que o Google fatura hoje em dia.
Na mesma conferência Web 2.0, Ballmer disse que pretende supreender e inovar para impressionar o mercado e, assim, recuperar o antigo prestígio. Mas ele esquece é que não basta isso para ser bem sucedido na internet hoje em dia. Uma pesquisa feita pela consultoria Forrester Research na Europa com mais de sete mil consumidores mostrou que a imagem da Microsoft anda ruim. Ou, melhor, continua ruim apesar de seus esforços de se tornar mais pop com o tocador de mp3 Zune, o videogame Xbox 360 e o jogo-blockbuster Halo 3. Numa escala de 0 a 100, a nota da empresa foi 4. Sem o apoio do público, nem o Facebook salva... |
25/10/2007 |
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Só para baixinhos
Não faz muito tempo o Second Life parecia ser o futuro da internet. Empresários, especialistas, publicitários, enfim, todo mundo apontava o mundo virtual como um sucesso inevitável e inescapável. Alguns meses e milhões de dólares em investimento depois, a promessa não se cumpriu. Uma matéria do Wall Street Journal publicada pelo jornal Valor hoje sobre isso traz o ranking atual dos mundos virtuais (veja abaixo) nos EUA, em que o Second Life é apenas o 10º mundo virtual mais visitado da rede com 0,5 milhões de visitantes únicos no mês passado. O mais interessante, porém, está no restante da lista, mais exatamente nas cinco primeiras posições. São mundos virtuais voltados para crianças. Juntos, eles atraíram 21,2 milhões de pessoas. Ao todo, sete das dez posições são voltadas para o público infantil, com 23,4 visitantes únicos mensais. Impressionante.

O Webkinz, o primeiro colocado da lista, tem um mote quase Tamagoshi 2.0. Os pequenos podem criar bichinhos de estimação virtuais, criar casas para eles, participar de jogos e torneios e conversar com outros participantes. Apesar dessa idéia bem simples, é um fenômeno. Além de ter registrado nada menos do que seis milhões de visitantes únicos em setembro, multiplicou por seis a sua audiência em um ano.
 Tamagoshi 2.0: no Webkinz, os pequenos criam bichinos virtuais
Achei interessante esse domínio das crianças nos mundos virtuais. Mas não é de todo surpreendente. Crianças aprendem cada vez mais cedo e melhor a usar o computador e a surfar na internet. E têm mais tempo livre do que os adultos. Tanto que os mundos virtuais para adultos - o Red Light Center, com conteúdo de sexo explícito, o Kaneva e o Second Life, com propostas bem semelhantes de ser um centro social digital - ocupam as três últimas posições.
Por fim, surge a questão: como ganhar dinheiro com estes mundos virtuais só para baixinhos? A resposta é a mesma de sempre: mensalidade e, principalmente, propaganda. E não venham me dizer que isso não funciona com crianças, porque elas não ganham e gastam seu próprio dinheiro. Elas simplesmente não precisam disso. Quem nunca viu uma criança insistir e espernear até ganhar dos pais o que quer? Cada um com as suas armas. A delas é o nosso bolso. |
24/10/2007 |
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Apple passa a IBM pela primeira vez na história

Com anúncio de ontem dos resultados do quarto trimestre fiscal da Apple, o valor das ações da empresa atingiram um novo recorde. Comercializados até então em torno dos US$174, os papéis da empresa chegaram a US$186, quase 7% a mais. Como resultado, Apple passou pela primeira vez na história a IBM em valor de mercado. Enquanto a IBM vale US$156,45 bilhões, a Apple chegou ao patamar dos US$161 bilhões.
Em comum, ambas as empresas empreenderam uma virada nos anos 90. Sob a liderança de Lou Gestner, a IBM superou uma séria crise que ameaçava destruir a companhia. Steve Jobs redirecionou a sua empresa, que caminhava para a irrelevância e hoje é a queridinha do mercado de tecnologia. Mas é sempre bom saber que a IBM é uma idosa-moderna de mais de quase 100 anos enquanto a Apple ainda tem meros 31 anos.
No blog Epicenter, a Wired traz uma imagem curiosa destas trajetórias. Veja abaixo:
 Tradução: "Bem vinda, IBM. Sério. Bem vinda ao mais excitante e importante mercado desde o início da revolução do computador há 35 anos. E parabéns pelo seu primeiro computador pessoal. Colocar poder computacional real na mão das pessoas já está melhorando a forma como as pessoas trabalham, pensam, aprendem, se comunicam e aproveitam suas horas de lazer. Conhecimentos computacionais está se tornando rapidamente uma habilidade tão fundamental quanto ler e escrever. Quando nós inventamos o primeiro computador pessoal, nós estimamos que mais de 140 milhões de pessoas em todo o mundo justificariam a compra de um aparelho se entendessem os seus benefícios. Só no próximo ano, nós projetamos que muitos mais de 1 milhão de pessoas entenderão isso. Na próxima década, o crescimento do computador pessoal se dará em passos logarítimicos. Nós ansiamos por uma competição saudável no esforço massivo de distribuir essa tecnologia americana para o mundo. E apreciamos o seu grau de comprometimento com isso. Porque o que nós estamos fazendo é aumentar o capital social pela promoção da produtividade individual. Seja bem vinda a esta missão."
O anúncio publicado pela Apple no Wall Street Journal em 1981 felicitava a IBM pela sua entrada no mercado de computadores pessoais, até então dominado pela empresa de Steve Jobs. Em pouco tempo, a IBM esmagou a Apple neste mercado. Ontem, foi o dia da Apple dar o troco. Nada mal, Apple. Nada mal. |
23/10/2007 |
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Apple ao vivo

O burburinho na internet hoje gira, de novo, em torno da Apple. A empresa vai anunciar seu resultados do quatro trimestre fiscal sob muita expectativa. Segundo o Market Watch, analistas prevêem uma receita de US$ 6,05 bilhões. Se os números baterem, será um aumento de 25% em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado natural será o aumento do valor das ações da empresa, que até agora a tarde já giravam em torno de US$173. Desde agosto, esse valor já subiu 47%.
O anúncio será feito hoje às 19hrs (às 17hrs nos Estados Unidos, depois do fechamento das bolsas). Quem quiser acompanhar ao vivo o anúncio, basta ir no The Unofficial Apple Weblog (em inglês).
Esta será o primeiro trimestre fiscal completo de vendas do iPhone. Espera-se algo em torno de 2 milhões de unidades vendidas desde o seu lançamento em 11 de junho. Mas supresas podem acontecer já que no mês passado o preço do aparelho teve um corte de US$200 para US$399.
Outro fator é a decisão da Apple de aceitar programas de desenvolvedores independentes para o iPhone, que até agora só funciona com os programas da empresa de Steve Jobs. Isso atraiu muitas críticas e fez muita gente optar por outros aparelhos.
Para fechar, uma curiosidade que mostra como quem fala o que não deve, ganha em troca o que merece: há exatamente dez anos, o presidente da empresa de PCs Dell, Michael Dell, aconselhou Steve Jobs a fechar a Apple e devolver o dinheiro dos acionistas. Na época, a Dell vali US$ 4 bilhões e a Apple, US$ 700 milhões. Como se não bastasse a Apple ser hoje uma estrela incontestável do mundo dos negócios e a queridinha do público descolado, hoje a empresa vale US$ 150 bilhões, o dobro do valor da Dell. Como diriam os americanos, karma is a bitch. |
22/10/2007 |
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