Rafael Barifouse, repórter de Época NEGÓCIOS, traz aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet e suas repercussões na blogosfera.

 
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Presidente da Warner admite erro com a internet: enfim um fio de esperança?

Ontem, Edgar Bronfman, presidente da Warner Music, deu um fio de esperança para quem acompanha a velha indústria do entretenimento se adaptar à era digital, segundo o blog
MacUser. Em Macau, durante a congresso asiático da GSMA Mobile, Bronfman admitiu que a indústria musical bobeou com a internet:

"Nós estávamos nos enganando...Nós costumávamos pensar que o nosso conteúdo era perfeito. Nós esperávamos que o nosso negócios permaneceria inabalado mesmo com a explosão da interatividade, da conexão constante e do compartilhamento de arquivos. E, claro, nós estávamos errados. Como? Ao permanecermos parados ou nos movendo a um ritmo glacial, nós inadivertidamente entramos em guerra com os consumidores ao negar a eles o que eles queriam ou conseguiriam de outra forma, e, como resultado, claro, os consumidores venceram"


Edgar Bronfman: "Os consumidores venceram"

Os blogs TechCrunch, Engadget e The Open Road celebraram a declaração, mas o fizeram com um certo ceticismo de que só isso baste para acelerar os ventos de transformação em uma indústria tão apegada às velhas formas de fazer negócio. "Ainda resta saber se esses sentimentos reverberarão além da empresa ou se entrarão por um ouvido e sairão pelo outro", escreve Darren Murph, do Engadget.

O blogueiro ainda ressaltou que Bronfman declarou em fevereiro que a Warner não via sentido em retirar a proteção contra cópias, o DRM, de seus arquivos vendidos na internet, uma medida mal vista por consumidores de todo o mundo. O Apple 2.0 e o Digital Daily lembraram bem de outra declaração do executivo feita em 2000 quando ele comparou o serviço de troca de arquivos Napster à escravidão e o comunismo.

Realmente, o ceticismo aqui é cabível. A Warner ainda protege digitalmente suas músicas e ficou de fora do acordo com a Apple para vender músicas sem DRM pelo iTunes, a maior loja virtual de músicas. Vale lembrar que a Apple é a empresa responsável por criar do nada o modelo de negócios mais bem sucedido entre a música e a rede.

Mas uma declaração como essa do presidente de um dos quatro maiores conglemerados da indústria musical é um alívio. Se a postura da empresa mudar, isso pode afetar o mercado como um todo. Bronfman deu, sim, um fio de esperança de que o mercado pode em breve dar fim ao seu pé atrás com a internet. Mas o que eu quero ver mesmo é essas palavras se tranformarem em ações pioneiras e inovadoras. De fios de esperança, estamos cheios.

15/11/2007

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De luto pela TV: Lost, a greve dos roteiristas e a internet

O New Yor Times publicou na segunda-feira um artigo escrito por Damon Lindelof, o co-criador e roteirista-chefe da série de TV Lost, no qual ele explica porque está em greve. Confesso que até o momento não tinha parado para entender o motivo por trás da paralização dos roteiristas de séries nos Estados Unidos. O artigo deixa isso bem claro: mais uma vez, a internet e revolução causada por ela na mídia.

No texto, Lindelof argumenta que a televisão que conhecemos está morrendo ao mesmo tempo em que novas formas de entretenimento surgem com a rede. O que os roteiristas querem é receber seu quinhão do que é gerado com a publicidade nos vídeos vistos em sites como iTunes, algo vetado pelas emissoras. "Estou com raiva por ser acusado de ganacioso por estúdios que estão sendo ganaciosos.(...) A ganância dos estúdios é mascarada por uma premissa cínica e mentirosa de que eles não ganham nada na rede - que a exibição e download dos programas é puramente 'promocional'. Sério?"


Damon Lindelof: "A ganância dos estúdios é mascarada por uma premissa cínica e mentirosa"

Concordo plenamente com Lindelof. Em vez de tentar entender a internet e se adaptar a ela pensando no que é melhor para os telespectadores, emissoras de TV (e aqui você pode substituir por qualquer representante da velha indústria: gravadoras, estúdios de cinema, você escolhe) preferem combater os downloads ilegais. E as emissoras também se recusam a pagar o que devem a quem é de direito. Se hoje em dia a audiência dos programas já leva em conta o que é visto pela internet ou por meio de gravadores digitais como o TiVo depois, muito depois que eles foram ao ar, nada mais justo repartir o que se ganha com essa exibição.

A nossa arma para combater esse pensamento retrógrado e limitado é baixar o que queremos, quando queremos. Eu baixo os episódios de Lost no dia seguinte da sua exibição nos EUA, porque a temporada sempre estréia por aqui com três meses de atraso. E a graça da série é inversamente proporcional à quantidade de informações sobre ela na rede. E como não temos iTunes nem podemos ver os episódios no site oficial da emissora porque somos estrageiros (isso inviabilizaria os acordos de retransmissão mundo afora), só me resta o download. Já a arma de roteiristas é a greve. Estou com eles e não abro.

O melhor é que a série de Lindelof se chama "Lost", que traduzido do inglês significa "perdidos". E perdida mesmo está a indústria de entretenimento.

Leia a aqui a tradução na íntegra do artigo no post abaixo (é longo, mas vale muito a pena) ou em inglês
aqui.

E você, o que acha da greve? Justa? Injusta? Existe uma solução no fim do túnel?

14/11/2007

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De Luto pela TV

Por Damon Lindelof, de Los Angeles

A TELEVISÃO está morrendo.

Eu deveria ter percebido isso há quatro anos quando eu comprei o meu primeiro aparelho TiVo, mas negação é sempre o primeiro estágio do sofrimento. Eu simplesmente não conseguia compreender que esta maravilhosa invenção anunciava o começo do fim.

O TiVo armazena os seus programas e filmes favoritos no seu disco rígido, permitindo que você assista o episódio de ontem à noite do "The Daily Show" (n.e.: programa americano de variedades diário) de uma forma tão fácil quanto abrir documentos no seu laptop. De fato, uma vez que você baixa a exibição original - desculpe, eu quis dizer "grava" - você pode assistí-la no seu tempo livre. Na manhã seguinte. No próximo ano. Você escolhe. Porque agora você é dono daquele episódio.

O melhor de tudo, é grátis.

A televisão sempre foi grátis. Claro, se você quer ver todos os jogos da NFL (n.e.: liga nacional de futebol americano) em alta definição, você deve pagar o preço, mas as emissoras ainda oferecem todas as suas programações por absolutamente nada. A única pegadinha, claro, é que você tem de assitir os comerciais. Economicamente, é um bom negócio. A emissora paga pelos programas, os oferece aos telespectadores e recuperam o dinheiro por meio de propaganda. O que infelizmente nos leva ao que de mais maravilhoso o TiVo faz: ele permite a você ignorar os comerciais que mantém todo o sistema.

Hoje em dia, 20% dos lares americanos tem discos rígidos que armazenam filmes e programas de televisão indefinidamente e permitem a você ignorar os comerciais. Esse aparelhos provavelmente irão se proliferar a uma taxa significativa e, em breve, praticamente todos os terão. Eles também ficarão cada vez menores, tornando obsoletas as caixas nos quais estão embutidos, e a tela retangular na sua sala de estar não será mais uma televisão, será um computador. E, por trás dese computador, o fio que entrega tudo ao que você assiste? Não será mais uma rede a cabo; será a internet.

Isso provavelmente soa excitante se você é um telespectador, mas se você produz esse programas, é nada menos do que aterrador. Foi assim que as trupes de teatro se sentiram quando viram pela primeira vez um filme mudo; sentados ali, percebendo de repente que eles tinham sido extintos: afinal de contas, quem quer uma apresentação desse tipo quando se pode ver Harold Lloyd (n.e.: ator americano da fase do cinema mudo) se dependurar em um relógio de 15 metros de altura?

Mudança sempre provoca medo, mas certa vez acreditei que a morte de nossa amada televisão iria unir todos os afetados por isso, talentos e estúdios, criadores e executivos. Nós todos sentiríamos medo e sentiríamos medo juntos. Em vez disso nos encontramos profudamente divididos.

A Associação de Roteiristas da América (da qual eu sou membro com orgulho) estrou erm greve. Eu passei a última semana protestando do lado de fora dos estúdios Walt Disney, meu empregador, entoando slogans e andando lentamente na calçada.

A motivação por trás desse ato drástico - e a greve é drástica, um fato do qual eu tenho cada vez mais consciência com o passar dos dias - é o desejo da associação de ganhar uma porção da receita gerada pela internet. Isso não é nada novo: por mais de 50 anos, roteiristas têm o direito a uma pequena parcela dos lucros dos estúdios com o reuso de nossos programas e filmes; sempre que eles cedem os direitos de algo criado por nós ou isso é vendido em DVD, nós recebemos royalties. Mas os estúdios se recusam a aplicar as mesmas regras à internet.

Meu programa, Lost, foi visto centenas de milhões de vezes desde que foi disponibilizado no site da ABC (n.e.: emissora que exibe o seriado nos EUA). Os downloads requerem que o espectador assista primeiro a um anúncio, com o qual a emissora obviamente gera alguma receita. Os roteiristas dos episódios não ganham nada. Nós também somos um sucesso no iTunes (no qual programas são vendidos por US$ 1,99 cada). De novo, não ganhamos nada.

Se a greve durar mais do que três meses, uma temporada inteira da televisão terminará agora em dezembro. Nada de séries dramáticas. Nada de comédias. Nada de "Daily Show". A greve também impedirá que qualquer piloto de uma nova série seja gravado na primavera, então mesmo se a greve acabar até lá, você não verá nenhum programa novo até o mês de janeiro seguinte. Estou falando de 2009. Tanto a associação quanto os estúdios com os quais negociamos concordam em uma coisa: essa situação seria brutal.

Eu provavelmente serei arrastado pelas ruas e terei meu retrato queimado se os fãs tiverem de esperar mais um ano pela volta de Lost. E quem pode culpá-los? O público pode estar apoiando o sindicado dos roteiristas por enquanto, mas depois que eles passarem um mês a base de "America's Next Hottest Cop" (n.e.: reality shows imaginário, algo como 'o próximo policial mais gostosão da América') ou "Celebrity Eating Contest" (n.e.: do inglês, 'concurso de comida das celevridades'), duvido que eles não irão se virar contra nós.

Estou com raiva porque estou sendo acusado de ser ganancioso por estúdios que estão sendo ganaciosos. Estou com raiva porque minha ganância é justa e razoável: se estão ganhando dinheiro com o produto do meu trabalho pela internet, então eu tenho direito a uma parcela. A ganância dos estúdios, por outro lado, é mascarada por uma premissa cínica e mentirosa, de que eles não ganham nada na rede - que a exibição e download dos programas é puramente "promocional". Sério?

Acima de tudo, estou com raiva por não estar trabalhando. Não trabalhar significa não ser pago. Meu salário semanal é consideravelmente maior do que a pequena porcentagem vinda da internet a que estamos reivindicando, e se a greve durar apenas três meses eu nunca vou recuperar minha perda salarial, não importa que acordo seja feito. Mas estou disposto a prosseguir por muito mais que três meses, porque isso é uma luta pelo meio de vida da futura geração de roteiristas, cujos programas não 'irão ao ar', mas serão exibidos em streaming ou transmitidos de alguma outra maneira para um chip.

A coisa ficou feia e os canais de comunicação foram rompidos completamente entre a associação e os estúdios. Talvez não seja muito tarde, no entanto, para que ambos os lados se unam em torno da única coisa que ainda têm em comum: nosso luto pela forma como as coisas costumavam ser. Em vez de lutar uns contra os outros, talvez nós devessemos fazer algo por nossa amada televisão.

Porque o terceiro estágio do sofrimento é tentar chegar a um acordo.
E nós precisamos chegar a um acordo, porque quando a televisão finalmente ficar ultrapassada, ainda haverá entretenimento; ainda haverá programas e filmes e vídeos, bem ali na tela da sua sala de estar. E, assim como os donos das trupes de teatro faliram e compraram câmeras de vídeo, os estúdios irão achar um jeito de ganhar muito dinheiro com o que quer que seja que esteja brilhando em qualquer espécie de tela.

E nós ainda estaremos escrevendo cada palavra disso.

Damon Lindelof é o co-criador e roteirista-chefe da série de televisão Lost

14/11/2007

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O Google também erra

O leitor Eduardo mandou uma dica ótima para o blog. É a prova de que o Google também tem estagiários ou, pelo menos, funcionários bem fanfarrões. Basta ir no Google Maps (clique
aqui), colocar no endereço de partida Brasília (com acento) e colocar Miami no endereço de chegada. Clique em como chegar para obter um roteiro. Nele, leia o item 42. E veja logo, antes que esse viral chegue até a empresa e ele tirem isso do ar.

14/11/2007

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Como "24 Horas" seria em 1994?

Vídeo divertido imagina como o seriado 24 Horas iria ao ar se estivéssemos em em 1994, era pré internet 2.0, celulares, vídeos digitais e outras traquitanas que tornam a nossa vida muito, muito mais fácil.


Via:
Legendado

13/11/2007

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Desligue seu celular... ou eu desligo por você!

Vivemos em um planeta de 6,3 bilhões de pessoas. Mas bem que poderíamos expressar isso por outra medida: a de que vivemos em um mundo de 3 bilhões de celulares. Como bem disse Aline Ribeiro em sua
matéria deste mês em Época NEGÓCIOS, o celular é o produto mais celebrado da década - e virou uma praga.

Quem nunca se pegou incomodado pelo toque insistente de um aparelho abandonado por seu dono? Ou perdeu o fio da meada de um filme durante uma sessão de cinema? Pois é, ao mesmo tempo em que o bendito aparelhinho virou indispensável ao cotidiano moderno, não foram criadas normas de etiqueta para o seu uso - ou, pelo menos, não foram adotadas em larga escala. E já que quem usa não tem educação, tem gente apelando para métodos, digamos, mais agressivos para impôr os seus direitos.

Está crescendo a demanda por bloqueadores de celulares portáteis. Do tamanho de um maço de cigarros, podem ser carregados para qualquer lugar e acionados com discrição. Eles custam a partir de US$ 50 e bloqueiam celulares a até um raio de nove metros. Funciona assim: o bloqueador envia um sinal de rádio tão forte que impede a comunicação dos celulares com as torres das operadoras. Tem inclusive um site que faz entregas em todo o mundo. Atento à tendência, o jornal New York Times fez uma matéria sobre o assunto.


Está crescendo a demanda por bloqueadores de celular portáteis

Nela, um psicólogo que cuida de distúrbios alimentares com terapias em grupo conta que comprou o seu bloqueador depois de uma paciente ser interrompida pelo toque de um celular no meio de um relato de abuso sexual sofrido por ela. Outro adepto foi o dono de um restaurante, depois de seus funcionários ignorarem seus vários apelos para que desligassem seus telefones no horário de trabalho. O motorista de ônibus escolar também aderiu, ao ter de decidir entre dirigir com segurança ou garantir que pestinhas pós-modernos respeitassem a norma de não usar seus celulares. Tem até um arquiteto que carrega o seu bloqueador no trem para interromper conversas de pessoas que falam alto demais - ou besteira demais, isso fica a critério dele.

Mas a matéria também faz questão de ressaltar que o uso do bloqueador é ilegal e passível de multa de US$ 11 mil. A punição se dá porque as redes sem fio das operadoras são protegidas por lei.

A declaração mais interessante da reportagem foi dada por James Katz, diretor do Centro de Comunicação Móvel da Universidade de Rutgers: "Se algo caracteriza o século 21, é a incapacidade de nos conter pelo bem de outras pessoas. O dono do celular pensa que seus direitos estão acima dos direitos dos outros a sua volta. E o dono do bloqueador pensa o mesmo".

A questão é: ao usar o bloqueador, não se cala apenas os inconvenientes, mas a todos dentro do raio de nove metros. Muitos podem pagar pela falta de educação de uma pessoa. Isso não é justo. Por isso, reforço o apelo do meu colega de redação Ivan Martins, autor do blog Próxima Onda, para que as pessoas usem o bom senso ao mesmo tempo em que usam o celular. Ivan listou algumas regras interessantes e eu já as adotei.

Espero que outras pessoas façam o mesmo. Porque bloqueador de celular me lembra penitenciárias. E a última coisa que eu quero é viver preso em liberdade porque algumas pessoas não conseguem se conter.

13/11/2007

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O Google quer dominar o mundo?

Em 1998, nascia uma empresa de internet chamada Google. Nove anos depois, ela já é a quinta companhia mais valiosa dos Estados Unidos, com uma receita anual de US$ 10 bilhões anuais, advinda 99% de propaganda. Com um sistema de buscas eficiente e mais outros
60 serviços, entre mapas, imagens espaciais e programas de computador online, o Google conseguiu uma reputação de ser extremamente inovador e antenado com a era digital. Agora, podemos estar testemunhando uma nova fase da empresa que vai além, muito além da tela do computador.

Hoje, o jornal Guardian anunciou que a empresa está em negociações há um ano com o produtor de TV Simon Fuller, criador das Spice Girls e da franquia de reality shows superpopular Idol. Segundo a matéria, fontes ligadas a Fuller disseram que o acordo envolve uma idéia em escala global e pode revolucionar a forma como assistimos tevê e ouvimos música.


Simon Fuller, o criador da franquia de reality shows Idol, está em negociação com o Google

Na semana passada, o Google colocou o seu sistema de mapas em 3,5 mil bombas de gasolina americanas conectadas à internet. Motoristas perdidos ou em busca dos melhores serviços da região onde estão poderão acessar o Google Mapas nos postos de combustível. As informações poderão inclusive ser impressas. A empresa afirmou que a novidade é uma forma de garantir que as pessoas tenham acesso aos seus serviços quando e onde precisam.


Bombas de gasolina equipadas com o serviço de mapas do Google

Vale lembrar do anúncio recente do Google para que suas aplicações e serviços estejam disponíveis em celulares de todo o mundo, uma medida que também vai nesta direção.

Com 60% das buscas feitas na internet, o Google já deixa muita gente de orelha em pé com a quantidade de dados que a empresa tem sobre os nossos hábitos de navegação. E, com a abrangência cada vez maior de seus serviços, surgem acusações de que a empresa é um Big Brother, como no clássico livro 1984 de George Orwell, capaz de monitorar a tudo e a todos. Anne Spackman, editora do TimesOnline, site da News Corp do magnata Rupert Murdoch, classificou a empresa, na semana passada, como "extremamente perigosa".

A questão é: será tudo isso motivo de preocupação? Acredito que não. Realmente o Google tem muita informação sobre as pessoas, até mais do que qualquer um gostaria. Parte disso é mérito da própria empresa, que criou serviços eficientes e atraiu uma audiência de milhões. Mas, ao mesmo tempo, toda essa preocupação gera muita atenção sobre o que a empresa faz ou deixa de fazer. E, com tanta vigilância, não acredito que ela vá se dar ao luxo de invadir a privacidade além do limite ou vender indiscriminadamente esses dados por aí. E para você, o Google está realmente se tornando perigoso?

12/11/2007

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