A Apple fez um anúncio hoje sobre o assunto explicando o motivo do problema. Segundo a empresa, a NBC queria receber mais do que o dobro do preço pago pela Apple hoje em dia. O resultado o preço final das músicas e vídeos subiria de US$ 1,99 para US$ 4,99. "Esperamos que eles mudem de idéia", disse Eddy Cue, vice-presidente do iTunes.
A NBC Universal não foi o primeiro braço do conglomerado de mídia a bater de frente com a loja virtual. A gravadora Universal Music fez o mesmo no início do mês, ao excluir o iTunes das lojas em que venderia parte de seu catálogo sem proteção anti-cópia.
No final das contas, tudo se resume a uma briga para ver quem é o mais forte. Enquanto a NBC tem três dos dez conteúdos mais vendidos no site, o iTunes responde por 76% das vendas de músicas digitais e está na terceira posição na venda de música em geral, atrás apenas do Wall Mart e do Best Buy. Nessa queda de braço, a NBC provavelmente perderá, já que o iTunes conta com outras 50 redes de TV. Ao sair de um dos mais populares sites da internet, a NBC perde em visibilidade perante o consumidor.
Agora é esperar até dezembro para ver se a ameaça da Universal surte efeito. Será que vai funcionar?
Aqui você vê o fora dado pela Microsoft durante uma apresentação do Windows 98, em abril de 1998. O trunfo do programa era o sistema "plug and play", ou seja, o fato do sistema operacional reconhecer automaticamente os teclados, mouses e outros periféricos.
Além do iPod com tela sensível ao toque, o Gizmodo fala sobre a possibilidade de fazer download de músicas do iTunes sem ter de conectar o aparelho ao computador; e sobre a inclusão dos Beattles no catálogo da loja virtual por conta do slogan do evento ("The Beat Goes On", que apareceu no último comunicado à imprensa da gravadora Apple sobre a banda).
O MacDailyNews e o 9to5Mac também acreditam na possibilidade dos downloads sem fio. E o Engadget confirma que a Apple já tem a patente para isso.
O Apple Insider escreve sobre a inclusão do iPod shuffle na linha RED, que reverte parte das vendas para o projeto de caridade criado por Bono, vocalista do U2, Bono pela luta contra disseminação da Aids na África. Olha o possível futuro do shuffle aí:
Enquanto isso, as ações da Apple disparam. Já subiram 5% só ontem. E ainda faltam seis dias para o evento...
No dia 15 de agosto veio a notícia tão esperada: o iPhone havia sido desbloqueado! O processo criado pelo estudante George Holtz, de apenas 17 anos, envolve o uso de um cartão de memória da AT&T e de uma operadora de celular de sua preferência para burlar o bloqueio. As instruções divulgadas na internet você encontra aqui. É simples para os mais antenados em tecnologia, mas complexo para os outros 90% da população mundial. Para a sorte da maioria e azar da Apple, pouco tempo depois o desbloqueio já estava disponível em classificados online por R$ 300.
Uma nova bomba para a Apple veio nove dias depois: os geeks do Endgadget confirmaram um novo método de debloqueio com o uso de apenas um programa, criado pela equipe do do iPhoneSIMfree.com. Foi o que bastou para a novidade estourar. E também para surgir uma terceira forma de desbloquear o aparelho. Claro que ninguém fez isso por nada e já tinham em mente a intenção de vender o programa de desbloqueio pela internet. Ao ver seu contrato de exclusividade descer pelo ralo, ou melhor, pelas mãos dos hackers, AT&T tratou de impedir a bagunça na justiça.
Logo instaurou-se a discussão: é ilegal desbloquear o iPhone? A resposta é não, pois a lei americana, mais precisamente o Digital Millennium Copyright Act (DMCA), permite o desbloqueio de um celular para ligá-lo a uma rede sem fio para uso próprio, mas o que não pode é lucrar com isso. Foi o que Holtz, o primeiro a desbloquear o iPhone: em troca de um aparelho desbloqueado, ganhou dois modelos novos de 8 GB e um carro.
A polêmica está longe de terminar. O site da Business Week publicou hoje uma matéria sobre como a Apple não vai conseguir parar os hackers com ações judiciais. A razão é o próprio DMCA, que não é claro quanto ao desbloqueio e venda de programas para tal fim. "De fato, os hackers parecem ter a lei ao seu lado desta vez", escreve a jornalista Olga Khariff. E o consultor Richard Doherty complementa: "Se a Apple e a AT&T forçarem a barra, podem ter a lei revista contra elas".
Do outro lado dos tribunais, a Apple está sendo processada por um cliente. Ele acusa a empresa de não ter deixado claro o suficiente que se o telefone fosse usado fora dos EUA seria preciso usar um cartão internacional.
O cenário pode piorar mais ainda, já que a Apple já anunciou mais contratos exclusivos para o lançamento do iPhone na Alemanha, na França e no Reino Unido.
No final fas contas, o acordo pode beneficiar as empresas por enquanto. Com a exclusividade sobre o funcionamento do iPhone, a operadora de telefonia ganha novos clientes. Já a Apple tira uma fatia de cerca de 10% desses lucros. Mas as disputas na justiça já estão tirando dinheiro das empresas para tentar manter o esquema firmado entre elas. E olha que ainda nem se falou em como isso pode prejudicar as suas imagem perante o público...
E o que você acha do desbloqueio do iPhone? É justo, já que o consumidor deve ter liberdade de escolher sua própria operadora? Ou as empresas tem o direito de oferecer o serviço como quiserem e compra quem quer?