Rafael Barifouse, repórter de Época NEGÓCIOS, traz aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet e suas repercussões na blogosfera.

 
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Apple faz graça às custas do Vista

A já célebre série de anúncios da Apple em que os atores Justin Long and John Hodgman interpretam um computador Mac e um PC ganhou mais um capítulo. Desta vez, a graça é com a última versão do Windows, o Vista, com os
problemas que usuários vêm tendo com o sistema operacional e a tentativa da empresa de Bill Gates de consertar os defeitos com atualizações. Mas em vez de ter apenas um vídeo em que os dois "computadores" conversam, a Apple inovou e usou também um banner como se fosse um luminoso criado pela Microsoft. Nele, a empresa pede às pessoas para não desistirem do Vista, mas algo sai errado. Como é preciso navegar para encontrar a propaganda, é mais fácil conferir a brincadeira no vídeo feito pelo MacRumors. Veja abaixo:


22/11/2007

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Hiperpalavras: sabe o que são?

Atualmente, a internet não tem só muito conteúdo. A rede também transborda de fontes de informações como sites de busca, sites comuns, enciclopédias online e blogs. Para ajudar a tornar mais palatável essa imensidão de dados e recursos, foi criado o Hyperwords (hiperpalavras em inglês). É um projeto do inventor americano
Douglas Engelbart, mais conhecido por ser o inventor do mouse e por ter sido um dos integrantes do grupo que desenvolveu os hiperlinks.


Aos 82 anos, Douglas Engelbart, o inventor do mouse e do hiperlink, está por trás do Hyperwords

Ao ser instalado, o plug in reúne diversos serviços em um menu ao lado da palavra selecionada e a tranforma na hiperpalavra em questão. Com isso, é possível fazer buscas em apenas um clique. Dá também para traduzir qualquer termo, converter quantias e quantidades, procurar produtos relacionados à palavra em lojas online, blogar ou mandar um email com trechos encontrados em sites ou obter mais informações sobre a página em que você está navegando. O programa ainda permite desconstruir os textos da web para lê-los de forma mais fácil ou ver apenas frases que contém o termo que te interessa. Tudo quase instântaneamente. Confira o vídeo explicativo abaixo:



O Hyperwords está disponível, por enquanto, só para os navegadores Firefox e Flock. Mas o site oficial do projeto promete uma versão para o Internet Explorer, da Microsoft, e para o Safari, da Apple, ainda para este ano.

Se você não tem o Firefox, pode ir aqui para baixar a última versão do navegador.

E depois volta para me contar se gostou da novidade, ok?

21/11/2007

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Amazon lança seu e-book: será o iPod dos livros?

Em 21 de outubro de 2001, Steve Jobs, presidente da Apple, apresentava o iPod ao mundo sob muito ceticismo. Poucos imaginavam que aquele pequeno aparelho capaz de tocar música digital, feito todo em branco e sem nenhum parafuso aparente e vendido a um preço de US$ 399 fosse revolucionar toda uma indústria. Pouco mais de seis anos depois, a cena se repete. Substitua Apple por Amazon, Steve Jobs por Jeff Bezos e ouvir música por ler. A companhia que revolucionou o comércio eletrônico agora quer modernizar um dos últimos bastiões do velho mundo em plena era digital: os livros.

A Amazon lançou hoje o seu e-book, o Kindle. Um e-book nada mais é do que plataforma eletrônica para ler livros digitais. Não é uma grande novidade por si só, já que há mais de uma década volta e meia surgem aparelhos nestes moldes que não emplacam. Com o Kindle pode ser diferente.


Com o Kindle, a Amazon quer tornar o livro tradicional ultrapassado

O principal motivo é o amadurecimento da tecnologia. O e-book da Amazon usa E Ink, uma espécie de tinta eletrônica criada pelo laboratório de mídia do Massachussets Institute of Technology, o MIT. Funciona assim: produtos químicos sob a tela se rearranjam para formar letras e, assim, imita o aspecto de uma página impressa. O primeiro e-book a usar este método foi o Reader da Sony, lançado em 2006. Segundo a empresa, as vendas superaram as expectativas. Isso elimina aquele desconforto ao ler uma tela brilhante por horas, o que cansa a vista.

Mas o atributo mais celebrado do Kindle até agora é estar sempre conectado à internet por meio de uma rede sem fio semelhante a dos celulares. Com isso, é possível fazer em dois minutos o download de um livro eletrônico direto para o aparelho, sem escalas no computador. Os mais entusiastas já vislumbram o impacto disso na própria confecção dos livros, que podem ser escritos por seus autores com feedback direto dos leitores. As pessoas também poderão compartilhar impressões sobre trechos das obras, apontar incorreções e criar uma grande comunidade online em torno de ficções e não-ficções de todo o mundo. Sem a banda larga e as redes sem fio mais modernas, isso seria impossível.

Por último, o Kindle chega em um momento em que muitas empresas estão envolvidas na digitalização de bibliotecas de todo o mundo. O Google é um dos mais ativos no setor, mas enfrenta disputas legais pelos direitos autorais destas obras. Em questão está em como obter autorização dos autores e remunerá-los sem restringir o acesso a um volume incrível de informação.

A revista americana Newsweek foi a primeira a noticiar o lançamento (leia a matéria em inglês
aqui). Steven Levy, o autor da reportagem, escreve em seu blog sobre a reação das pessoas até agora: "Eu tenho o Kindle há algumas semanas. E eu tive a experiência de mostrá-lo para as pessoas. Eu observo cuidadosamente a sua reação inicial. E em quase todo os casos a reação é positiva".


Jeff Bezos, presidente da Amazon

Ainda é cedo para determinar se o Kindle será um sucesso ou não. Mas parece promissor. Um obstáculo é que o livro tradicional, o seu maior rival, é um ótimo produto. "Ele é um produto com 500 anos de tecnologia e nós nos esquecemos disso. Ele é tão evoluído e tão adequado que é difícil substítui-lo", disse Bezos no lançamento do seu e-book. Para ele, um livro deve desaparecer durante a leitura e ele espera reproduzir isso com o Kindle, que é leve, não esquenta nem emite barulhos. O Kindle ainda tem capacidade para 200 livros e uma bateria com duranção de 30 horas.

O modelo usado pela Amazont será bem semelhante ao da Apple com seu iTunes e tem tudo para dar certo. O aparelho sai por US$ 399. Livros custam US$ 9,99, com o primeiro capítulo disponível para todos gratuitamente. Assinaturas de conteúdos períodicos como jornais e blogs estão disponíveis a partir de US$ 0,99. Sem o custo de impressão, transporte e armazenamento, o preço cai pela metade com a entrada da rede no mercado de livros eletrônicos. E não se fala em propaganda ainda, embora com certeza já tenha gente pensando nisso em alguma reunião por aí. Num balanço final, o Kindle é inovador e tem potencial. Mas antes de se tornar um iPod dos livros, ainda tem muita estrada pela frente.

E o que você achou do Kindle? Será que agora o livro eletrônico emplaca?

19/11/2007

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