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Rafael Barifouse, repórter de Época NEGÓCIOS, traz
aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet
e suas repercussões na blogosfera.
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Tropa de Elite e o dilema Tostines

Tropa de Elite já é o filme brasileiro mais visto do ano com 2,2 milhões de espectadores. O filme já tinha a melhor estréia do ano, mas isso não foi surpresa dado a polêmica criada com o vazamento de uma cópia bruta na internet. Foram tantos downloads e DVDs piratas que o seu lançamento foi antecipado em um mês com medo de o filme encontrar cinemas vazios. Mas a liderança de Tropa de Elite despertou em mim um dilema Tostines (aquele do "vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais", lembra?). A polêmica levou mais gente ao cinema ou o vazamento minou uma bilheteria potencial ainda mais grandiosa? |
23/11/2007 |
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Anúncios nas entrelinhas
Primeiro, Deus criou o banner. Depois, surgiram os links patrocinados pelas mãos do Google, o arauto da inovação. Agora, pode ser a vez do anúncio intertextual. É a propaganda que aparece ao se passar o cursor em cima de uma palavra destacada (normalmente duplamente sublinhadas) em matérias de jornais e posts de blogs.

As empresas compram de uma agência palavras relacionadas ao seu negócio. A agência só é paga se alguém clicar no anúncio. Já os donos dos textos ganham se você só passar o cursor em cima da palavra. Segundo uma matéria da Business Week, a Vibrant Media, agência líder do mercado com 3 mil sites-clientes, quase dobrou o número de editoras que exibem esses anúncios.
Apesar do crescimento, os intertextuais geram controvérsias. A Forbes experimentou em 2004, mas tirou do ar depois de reclamações e muita mídia negativa. Acredita-se que ao extrapolar a presença dos anúncios, antes restritos às extremidadades das páginas, cria-se incertezas sobre o a independência do texto. Existe o medo de que sejam escritos textos com palavras populares para ganhar mais com anúncios.
A Vibrant alega que é impossível saber quais palavras acionam anúncios e que eles geram mais retorno: o modelo tradicional gera 0,2% de cliques versus 3% a 10% de passadas por cima da palavra e cliques no intertextual. O motivo pode ser confusão dos usuários: como estes anúncios ainda não são muito conhecidos, podem ser confundidos com links para outro conteúdo.
Prefiro cada coisa em seu lugar. Mas com tanta gente perdida em relação à rede, modelos estão aí para serem testados - e até provar que sou minoria. E você, o que acha da novidade? |
23/11/2007 |
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O problema Facebook
O Google está perdendo seu posto de A empresa para se trabalhar no Vale do Silício, segundo o blog TechCrunch. E é para o Facebook, a rede social em ascensão meteórica. Nos últimos dois meses, o Google perdeu dez de seus melhores funcionários para a empresa. Entre os novos facebookers está o ex-diretor financeiro do YouTube Gideo Yu, o gerente de produtos de comércio eletrônico Benjamin Ling e o desenvolvedor Justin Rosenstein. E espera-se que de dois a quatro googlers façam a mesa transição a cada mês. Dentro do Google, o fenômeno já tem um nome: O Problema Facebook.
Mas se o Google não pára de ser noticia por sua inovações e desempenhos financeiros, por que diabos essa gente quer sair de lá? Bom, antes de se levar pela empolgação do mercado, é preciso um olhar focado. Quando o Google começou, suas ações valiam US$ 85. Hoje, valem em torno de US$ 660. Quem entrou na empresa lá atrás, ganhou opções de ações da empresa bem antes dessa sua alta espantosa. Hoje, são milionárias - e até mesmo bilionárias. Podem se dar ao luxo de ir para uma empresa menor, até ganhar menos, mas lá terão mais poder e influência. Estão, na verdade, de olho no que o futuro reserva para as aspirantes a sensação de amanhã.
Em seu e-mail de despedida, Rosenstein, um dos que deixou a empresa recentemente, escreveu exatamente isso: "O Facebook é A empresa. Qual empresa? Aquela empresa que aparece uma vez em um período longo de tempo - é o Google de ontem, a Microsoft de muito tempo atrás (...) Uma empresa que está fazendo com 60 engenheiros o que times de 600 não conseguem. A empresa (...) ainda é pequena o suficiente para que cada funcionário tenha um imenso impacto na organização (...) e capaz de fazer você vai bater em mesmo daqui a três anos se você não aproveitar agora".
É fácil entender de onde vem tanta excitação. O Facebook surgiu há apenas dois anos e meio do nada, com a ajuda de capital de risco assim como a maioria das empresas iniciantes do Vale do Silício. Mas o que no início era uma rede social para estudantes universitários virou moda e hoje já tem mais de 50 milhões de usuários em todo o mundo.
O crescimento do número de membros se deu pela abertura da rede para qualquer pessoa com um endereço de email há pouco mais de um ano. E ganhou força a partir de maio, quando a rede permitiu a desenvolvedores independentes criassem programinhas para o site. São coisas como um aplicativo que coloca nos perfis as músicas favoritas da pessoa com a possibilidade de seu amigos darem notas para as canções. Pode parecer bestiera, mas isso diferenciou o site na imensidão de redes sociais de hoje em dia. Essa iniciativa só seria aplicada pelo Google no início de novembro.
No mês passado, a empresa foi avaliada em US$ 15 bilhões pela Microsoft, um valor considerado absurdo pelo mercado. No início desse mês, o Facebook anunciou a sua plataforma de propaganda inovadora, que assim como a rede tem um quê de social e viral. E, agora, todos estão a espera do seu IPO, jargão do mercado para a abertura de capital na bolsa de valores.
E aí é que a coisa pega. Quem estiver lá no IPO ganharã opções de ações a preços muito baixos. E, se a empresa conseguir ir além do burburinho e conseguir criar um modelo de negócios sólido, a história se repetirá. As ações se valorizarão e os primeiros a chegar ficarão ricos, celebrarão na imprensa o próprio sucesso, dirão que a empresa é o melhor lugar para se trabalhar no mundo. Isto é, até que surja o próximo Facebook... |
22/11/2007 |
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