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Rafael Barifouse, repórter de Época NEGÓCIOS, traz
aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet
e suas repercussões na blogosfera.
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Na fila eterna pelo Wii
 Wii: esgotado o ano inteiro
Mais um ano vai, outro ano vem, rolou tanta coisa e nada está bem. Lançado há um ano, o Wii, videogame sensação da Nintendo, passou 2007 esgotado. No começo, a multinacional japonesa disse que não antecipou tamanha demanda. Para resolver, aumentou a produção de um 1 milhão de unidades por mês para 1,8 milhão. Esperava-se que a procura caísse no meio do ano, para que pudessem ser montados estoques para o fim do ano. Não deu certo.
A demanda não caiu, porque novos games e acessórios diferentes, como os da foto abaixo, mantêm o videogame com ar de novidade e a procura lá em cima. Resultado: há uma fila eterna pelo Wii em lojas de todo o mundo.
 Controles dedicados ao jogo de esportes (esq.) e o sabre de luz mantêm a alta demanda pelo console
Um executivo da empresa reconhece que encontrar um nas lojas dependerá de sorte. Foi isso mesmo que aconteceu comigo. Estive em Nova York em abril, com a encomenda de comprar um Wii para o filho de um amigo. Ao chegar, às 8 da manhã, à Nintendo World Store, nem me dei ao trabalho de entrar na fila. A remessa do dia só daria conta de metade das pessoas dali. O primeiro tinha chegado às 6 horas, com o filho a tiracolo. Brasileiras vigiavam atentamente a fila, para evitar que o jeitinho brasileiro se manifestasse em plena rua 48 de Manhattan. O Wii tinha se esgotado uma hora e meia antes de a loja abrir!
Foi o início de uma peregrinação por três lojas, que tomou uma manhã. Encontrei o dito cujo na última por... sorte! Mais cedo, tinham devolvido um console. Testei-o e, com tudo certo, levei - e ainda ganhei um desconto de US$ 20, por não ser novo em folha. "Melhor um usado do que voltar de mãos abanando", pensei. Sem querer apelar para a sorte, a saída é ir para o eBay, onde há mais de 8 mil leilões que vendem o aparelho com preços entre US$ 400 e US$ 600 (o Wii custa US$ 250).
A Nintendo diz que não planeja aumento na produção. Optou por esperar a demanda cair, de novo. Aí, o que vai se esgotar não é só o Wii, mas também a paciência dos consumidores. Diz o jingle: "se você tentou e não realizou, tudo se resolve no ano que vem". A não ser que você queira comprar um Wii... |
30/11/2007 |
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Quadrinhos se unem contra pirataria

A Marvel e a DC Comics, as duas maiores editoras de quadrinhos dos Estados Unidos, se uniram contra o site Z-Cult FM. Nele, era possível baixar gibis escaneados por meio de redes P2P, muitas vezes no mesmo dia em que eram lançados lá fora.
Apesar de unidas, a posição das editoras diferem. A Marvel vetou qualquer conteúdo seu. Já a DC deu autorização para downloads após 30 dias da publicação dos gibis. Explica-se: a Marvel lançou na semana passada o projeto "Digital Comics Unlimited", que criou assinaturas para ler versões digitais dos seus quadrinhos. Segundo a Marvel, a vida dos fãs é cada vez mais digital e eles precisam atingir o público na rede.
A DC não tem algo nessa linha e, por isso, estipulou os 30 dias, prazo em que os gibis são retirados das bancas. Dessa forma, não prejudica suas vendas.
Já a pequena editora Slave Labor Graphics foi na contramão, ao apoiar os downloads pelo Z-Cult FM. Espera, assim, aumentar o alcance de seus gibis.
Pelo visto, assim como as outras velhas indústrias, a dos quadrinhos também não sabe como lidar com a internet. Ainda.
*** E já que o assunto é quadrinhos...
Duas empresas japonesas criaram um projeto de mangás (os quadrinhos de lá) para o iPod Touch e o iPhone. Para acessá-los, é preciso entrar no endereço www.digitalmanga.org pelos aparelhos. O site é em japonês, mas vários títulos já estão em inglês. Inclusive, a leitura é acompanhada de uma trilha sonora ao gosto do leitor.

Os mangás são visualizados por streaming, assim como os vídeos do YouTube, ou seja, não podem ser baixados. Mas até janeiro será possível fazer o download dos arquivos. Existe o projeto de levá-los para o iTunes, a loja virtual da Apple. Enquanto isso não acontece, os downloads ilegais bombam na rede.
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Para completar, a tirinha em quadrinhos Penny Arcade. Já falei dela na revista. Foi criada por dois nerds fãs de games. Ganhou uma popularidade imensa na rede e virou uma empresa de mídia que já organiza a maior feira americana de videogames. É cheia de palavrões e piadas internas do mundinho do joystick, mas tem piadas ótimas. Abaixo, uma das tiras "publicáveis". Divirta-se.

Tradução:
- Vamos apenas...Vamos parar na loja da Apple rapidinho. É logo aqui.
- Ou Ou! Esses caras não são descolados o suficiente para estar aqui.
- Tá tudo bem. Nós meio que passamos um mousse para levantar o cabelo deles.
- Isso não é suficiente. Você pode prendê-los lá fora, como os outros. |
29/11/2007 |
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Greenpeace dá nota zero à Nintendo
Nem tudo é céu de brigadeiro para a Nintendo, a fabricante de games que vem ganhando muito dinheiro com o superpopular videogame Wii. A multinacional japonesa entrou pela primeira vez para o ranking de sustentabilidade de empresas de eletroeletrônicos do Greenpeace. E, pela primeira vez, a ONG deu nota zero em todos os critérios para uma participante da lista. A Nintendo ficou em último lugar dentre as 18 empresas ranqueadas.

Este foi o sexto Guia Para Eletrônicos Mais Verdes do Greenpeace, que nesta edição incluiu empresas de games e TVs. As notas levam em conta basicamente duas coisas: o quanto são nocivos ao meio ambiente os produtos das companhias e as suas políticas de coleta de produtos antigos e de sua reciclagem. Cada elemento é detalhado em cinco critérios.
A Sony Ericsson ficou em um inédito primeiro lugar com 7,7 pontos, de 10. No ano passado, era a segunda do ranking. Segundo o Greenpeace, a empresa melhorou nos quesitos reciclagem e precauções contra danos ao meio ambiente. A boa classificação também foi influenciada pelo prazo, estabelecido pela fabricante, de retirar até janeiro materiais nocivos como o PVC da sua linha de produção.
Para ver o último ranking completo, detalhes de cada empresa e os cinco rankings anteriores, clique aqui.
A pesquisa levanta uma questão: o quanto políticas ambientais são levadas em conta na hora da compra? Uma pesquisa da consultoria Gfk Roper, divulgada em setembro, mostra que 87% das pessoas se preocupam com o meio ambiente, e 79% levam em conta as práticas de conservação. Enquanto isso, apenas 40% se dizem dispostas a pagar mais por produtos verdes, e 75% os acham muito caros. Mais: 55% se dizem céticas quanto aos reais benefícios gerados por eles.
E você? Costuma levar em conta o respeito ao meio ambiente na hora de optar por uma empresa ou produto ou nem pensa nisso? O que vale mais: qualidade, preço ou os efeitos de um produto sobre o meio ambiente?
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28/11/2007 |
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Google planeja disco rígido online
O Google deve lançar um serviço para guardar arquivos na internet, segundo o site do Wall Street Journal. Chamado internamente de "My Stuff" (minhas coisas, em inglês), e com o nome provisório de GDrive, o projeto deve vir à tona nos próximos meses. A iniciativa da empresa é mais uma no sentido de fortalecer o chamado modelo de computação online, no qual produtos e serviços oferecidos pelo PC e seus programas sejam ancorados na rede.
O projeto inclui uma quantidade inicial de espaço de armazenamento de graça, com possíveis adicionais ao se pagar uma taxa sem preço definido ainda. O Google não comentou diretamente o assunto, mas uma representante da companhia disse que armazenamento de arquivos é um componente importante para tornar programas online, como o Google Textos e Planilhas (editor de documentos) e o Picasa (de fotos), mais compatíveis com a vida de consumidores e empresas.
O lançamento do Google não será extremamente inovador. Já existem serviços para armazenar arquivos na internet, mas eles ainda não têm a infra-estrutura suficiente para suportar uma base de dados tão grande, ou não são tão práticos de usar, pois exigem vários cliques e telas para transferir os arquivos de discos rígidos para a rede. A idéia do Google é simplificar a vida do usuário, com um serviço tão simples quanto a sua página principal de busca. E, assim, tornar ainda mais populares serviços como o Textos e Planilhas e o Picasa.
Enquanto o GDrive não chega, veja algumas opções já existentes para guardar seus arquivos online:
Ominidrive
Preço: 1GB de graça; 10 a 50GB por US$ 40 a US$ 199 por ano Características: Edição de documentos de texto e tabelas pelo navegador; compartilhamento de arquivos por um site criado especialmente para isso
Box.net
Preço: 1GB de graça; 5 a 15GB por US$ 7,95 a US$19,95 por mês Características: Edição de documentos de texto e tabelas pelo navegador; compartilhamento de arquivos por um site criado especialmente para isso
Xdrive.com/AOL
Preço: 5GB de graça; 50GB por US$ 9,95 por mês Características: abre arquivos pelo navegador; arquivos podem ser compatilhados por e-mail ou permitir acesso de outras pessoas ao seu Xdrive
Windows Live SkyDrive/Microsoft
Preço: 1GB de graça; não tem versão paga Características: Os arquivos não podem ser editados online; permite pastas compartilhadas e públicas |
27/11/2007 |
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E-book da Amazon recebe duras críticas
O popular blogueiro do universo tecnológico Robert Scoble, do Scobleizer, escreveu ontem um post destruidor sobre o Kindle, o leitor de livros eletrônicos lançado pela Amazon na semana passada. Depois de testar o aparelho por uma semana, Scoble é taxativo: "Eu o compraria? Sim, mas eu sou um nerd. Mas não posso recomendá-lo para outras pessoas ainda. Desculpe-me". Ele lista seis defeitos do Kindle:
1) Não poder comprar livros de papel por ele 2) Seu formato e design não são práticos 3) O programa que roda no aparelho não é fácil de usar 4) Não permitir o envio de presentes eletrônicos 5) Nada de rede social, ou seja, estar conectado a outros usuários e saber o que eles estão lendo 6) Nada de tela sensível ao toque, como o celebrado iPhone
E Scoble bate ainda mais forte no final: "Quem criou o aparelho devia ser demitido e a equipe devia recomeçar do zero". Ouch!
Realmente, um aparelho cuja maior inovação é estar conectado ao tempo todo à internet não pode não ter rede social, um requisito básico dessa tal de era digital; também não dá para um aparelho criado pela maior loja eletrônica de livros não permitir o envio de presentes eletrônicos para amigos.
O Kindle foi anunciado como o iPod da literatura. Pelo visto, está longe disso. Quem sabe uma versão 2.0 chegue lá... |
26/11/2007 |
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