Mas o jogo ainda não está ganho até que um dos lados levante a bandeira branca. Diante do bom momento, Howard Stringer, presidente da Sony, já disse que está aberto ao diálogo com a Toshiba para unir esforços. Mas Jodi Sally, a vice-presidente da Toshiba, declarou que eles seguirão tentando emplacar o HD-DVD: "Nós já fomos declarados mortos antes".
Enquanto isso, na sala de justiça, a internet continua a explodir e pode matar dois coelhos com uma cajadada só. Apple, Amazon e Microsoft são algumas das empresas que apostam no modelo digital de filmes sob demanda pela rede em alta definição. Se essa guerra não chegar ao fim logo, ambos os formatos podem acabar sem um futuro para comemorar.
Depois de um ano de espera e US$ 4 milhões de investimento, entrou no ar hoje o Wikia Search, o mecanismo de busca criado pela fundação da Wikipédia. Com um visual simples, o objetivo dele é popularizar uma forma de busca baseada num sistema de código aberto em que todos podem contribuir para melhorar a qualidade dos resultados. "Seu conceito é baseado no retorno dado pela sua comunidade de usuários", diz o site. Mas, já ciente das altas expectivas em torno da novidade e da sua capacidade limitada de lançar algo que faça frente ao Google, o site complementa: "Claro, nós não temos esse retorno dos usuários ainda, então, os resultados mostrados são bens ruins. Mas nós esperamos melhorar isso rapidamente nas próximas semanas".
A questão é: em um mundo acostumado aos milhões de resultados do Google, cada vez mais adaptados ao perfil do internauta, há espaço para um novo mecanismo que não seja minimamente bom desde o começo?
Michael Arrington, do blog Techcruch, bateu forte: "É uma das maiores decepções que eu já tive o desprazer de avaliar". Arrington diz que o Wikia mal é um mecanismo de busca, com poucos resultados e de má qualidade. "Ninguém vai usá-lo para pesquisar na internet, a não ser que melhore muito." O blogueiro também critica o fato de que a ajuda humana para melhorar sua qualidade ainda é limitada à inclusão de palavras-chave de interesse dos usuários em seus perfis (sim, mais uma rede social!) e à criação de miniartigos sobre os temas. Ele diz esperar que quando nós pudermos editar os resultados isso mude.
Dan Frommer, do Silicon Alley Insider, ameniza os problemas: "Tudo que é feito por humanos leva tempo para ser desenvolvido e refinado. A Wikipédia não foi feita em um dia. O Google não foi feito em um dia. Sou a favor de qualquer forma de competição, especialmente em mercados dominados por uma empresa".
Estou com Frommer. Inovações não nascem da noite para o dia. E até mesmo o Knol, uma espécie de enciclopédia do Google, não é um sucesso instantâneo. Acho que estamos mal acostumados com a internet 2.0, em que tudo deve ser sensacional desde o começo. Mas a culpa é do próprio pessoal do Vale do Silício. Foram os Diggs e Wikipédias da vida que elevaram tanto as nossas expectativas e exigências. Dêem tempo ao pessoal do Wikia.
Primeiro, foi aquele vídeo da gincana da tevê japonesa em que as pessoas tinham de se encaixar em espaços vazios de uma parede em movimento como se fosse um tetris humano. Agora, o artista suíço Guillaume Reymond, da agência NOTsoNOISY, levou o conceito mais longe: ele criou um vídeo em que as peças do jogo são compostas por pessoas de verdade. A filmagem realizada em novembro em Lausanne, na Suíça, contou com a participação de 88 pessoas e levou quatro horas e meia.
O vídeo faz parte do Game Over, um projeto de arte idealizado por Reymond composto por uma série de animações, que revivem de uma forma inusitada alguns dos games mais clássicos, como Space Invaders e Pong. Neles, as pessoas substituem os pixels dos jogos e cada uma delas tem uma série de regras próprias para se movimentar nos assentos da platéia de um teatro e criar uma imagem. Depois, as imagens são reunidas em um curta de animação como em um jogo em escala humana. Confira o resultado dessa maluquice abaixo: