Rafael Barifouse , repórter de Época NEGÓCIOS, traz
aqui as últimas novidades do mundo da tecnologia e da internet
e suas repercussões na blogosfera.
Yahoo! deve demitir até 20% de sua equipe Todas as atenções estão voltadas para Jerry Yang, co-fundador e presidente do Yahoo! Os rumores sobre a demissão em massa na Yahoo! estão mais fortes do que nunca desde que o blog Silicon Alley Insider postou sobre o assunto no sábado. Especula-se que a empresa irá dispensar de 10% a 20% de seus 12 mil funcionários ainda este mês numa tentativa de se tornar mais lucrativa. O conselho da empresa deve tomar uma decisão sobre o tema em uma reunião realizada dois dias antes da divulgação dos resultados da companhia no dia 29, quando os cortes devem ser anunciados segundo o Techcrunch . Debates envolvendo demissões já ocorriam no Yahoo! desde a saída do seu presidente Terry Semel em junho, quando o fundador Jerry Yang voltou ao comando. A empresa passa por um momento difícil. Apesar de ter mais tráfego total de seus sites superior ao do Google de acordo com a comScore, as ações do Yahoo! estão em baixa nos últimos 12 meses porque a empresa, que vale US$ 27 bilhões hoje, não consegue transformar esta audiência em lucro. Analistas vão mais longe e dizem que a reestruturação do Yahoo! incluirá a terceirização de sua divisão de buscas para o Google ou a Microsoft, já que a companhia não consegue fazer frente à concorrência. Mas o blog The Tech Beat acalma os ânimos ao dizer que a empresa não precisa de decisões tão radicais enquanto ainda é lucrativa e tem uma posição sólida na internet. Diante da especulação, a companhia veio a público com a seguinte mensagem: “O Yahoo! vive uma transformação multi-anual que inclui tomar decisões difíceis para ajudar a empresa a crescer. (...) Planejamos investir em algumas áreas, reduz a ênfase em outras e eliminar algumas áreas que não estão entre as nossas prioridades”. Sejam quais forem, mudanças vem aí. E representam uma esperança para uma empresa pioneira da internet que muitos achavam estar destinada a desaparecer.
21/01/2008
Geração internet não é tão boa de internet assim Pense no seu filho, sobrinho, afilhado ou qualquer um com menos de 14 anos. A princípio, ele pode parecer expert em internet, capaz de manipular bits e bytes como ninguém. Mas um estudo britânico mostra que não é bem assim. Eles até podem lidar com novas tecnologias mais facilmente, já que nasceram em meio à explosão de tantas delas, mas também tendem a usar serviços mais simples e em menos quantidade do que imaginamos. O relatório feito pela Biblioteca Britânica e o Joint Information Systems Commitee tenta ir além dos estereótipos da geração internet para mostrar quão hábil é essa garotada. A pesquisa se baseou nos hábitos de navegação registrados pelo sistema da biblioteca e em outros estudos feitos sobre o tema. Essa geração não é, por exemplo, especialista em buscas na rede. Em especial, eles costumam escolher palavras-chave ruins. Apesar de ter a internet como uma fonte fácil de informações abundantes, eles não estão dispostos a abandonar de vez os livros didáticos e outras fontes mais confiáveis. Na verdade, estas últimas são sempre consideradas melhores do que sites. E esqueça o (pre)conceito de que se trata de uma geração em busca de respostas imediatas, que foge de qualquer coisa que leve menos do que o tempo de uma busca no Google. O estudo diz que não há nenhuma evidência de que eles sejam mais impacientes que seus pais. Mas o que define esta geração internet? Bem, eles gostam mesmo de copiar e colar conteúdos, o que faz do plágio quase um marco cultural. Também preferem vídeos a textos, mas sem desdenhar as palavras escritas completamente, ainda mais quando estão estudando ou fazendo pesquisas para a escola. Por fim, essa turma adora fazer um “zilhão” de coisas ao mesmo tempo, graças à exposição precoce à mídia online. E você, o que acha dessa geração internet? São mesmo assim tão diferentes em relação às gerações anteriores ou há mais mitos do que realidade?
22/01/2008
Apple anuncia o melhor trimestre da sua história: ações caem mesmo assim A Apple anunciou hoje o resultados do primeiro trimestre fiscal de 2008, que terminou em 29 dezembro. A receita foi de US$ 9,6 bilhões - 35% a mais do que nos mesmo período do ano passado-, com lucro de US$ 1,58 bilhão. Esse foi o melhor trimestre fiscal da história da empresa, que cada vez mais obtém seu faturamento de fora dos Estados Unidos (45% no momento). Foram boas notícias para seu presidente Steve Jobs, mas nenhuma surpresa para o mercado. Com o lançamento quase compulsivo de novos produtos, a Apple consegue sustentar um burburinho constante sobre si própria. Designs elegantes fazem de seus aparelhos objetos de desejos. É natural que, neste ritmo, os resultados financeiros melhorem cada vez mais. Para se ter uma idéia, só em um trimestre a Apple vendeu 2,3 milhões de computadores, 44% a mais do que no mesmo período ano passado, o que confirma a sua ressurgência no setor de computadores pessoais. As vendas do iPod foram ainda mais impressionantes: 22 milhões – mas isso representa um crescimento de só 5%. Quanto aos iPhones, foram 2,3 milhões unidades. No release da empresa, não se fala na Apple TV, o patinho feio da companhia que teve uma nova versão lançada no último Macworld para ver se finalmente as vendas engrenam. Mas nem tudo são boas notícias. Nas horas seguintes do anúncio, as ações da Apple caíram 11%. Por que? A razão está numa economia americana trepidante à beira de uma recessão. Espera-se que muita gente prefira economizar e deixe de comprar MacBooks e iPods. Isso fez a Apple se antecipar e dar previsões de resultados piores para o próximo trimestre, de US$ 6,8 bilhões de receita, abaixo das expectativas de investidores de US$ 7 bilhões. É, nem mesmo todo o glamour da Apple consegue fazer a esta crise. *** E já que estamos falando de Apple, vejam abaixo dois comerciais bem parecidos da empresa, um de 1984 e outro mais recente. Ganha um doce quem descobrir a diferença entre eles: Quer uma dica? Seleciona o texto abaixo:Preste atenção na mulher no segundo vídeo. Mais uma? Preste atenção na cintura da mulher. Ainda não viu? A resposta:Ela usa um iPod. Este foi o comercial de lançamento do tocador lá em 2001. Genial, não?
23/01/2008